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Crônicas da Guerra

Coluna de Vitor Marcelo Vieira

A Indivisibilidade da Segurança está entre os direitos e obrigações básicas dos estados membros da Organização para a Segurança e Cooperação da Europa (OSCE). Atualmente esta organização é formada por 57 países membros todos da Europa incluindo a Federação Russa e os países membros da União Europeia, da Ásia Central e da América do Norte (EUA e Canadá).

A Indivisibilidade da Segurança significa que os países que fazem parte da OSCE, não podem fortalecer a sua própria segurança em detrimento da segurança de outros estados. Portanto, esse conceito traz a situação de que a Ucrânia entrar e ser armada pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança ocidental de cooperação militar que foi criada nos pós Segunda Guerra Mundial para fazer frente a “ameaça comunista” da União Soviética, violaria este marco legal da OSCE.

É importante perceber que a OTAN foi criada num contexto em que o mundo era diferente do de hoje, ou seja, o período que ficou conhecido como “Guerra Fria”. Nessa época haviam dois blocos econômicos e ideológicos contrários entre si, EUA X URSS.

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Atualmente a Rússia acusa o ocidente de manter uma aliança militar que não faz mais sentido. Não faz sentido pelo menos para a Rússia e a China, porque para os EUA ainda faz, pois atrás do avanço militar vai o processo de exploração em busca de riquezas naturais. E o que Chapecó tem a ver com uma guerra dessas? Tem muito a ver.

O mundo hoje não é mais bipolar de duas superpotências que dividiam o mundo entre si, EUA X URSS. Hoje em dia ele é multipolar. O Brasil e é claro Chapecó, tem muitos negócios com a China, país que alguns chamam também de imperialista. E, o objetivo do avanço da OTAN sobre a Rússia tem como alvo a China. Ela é a ameaça econômica dos dias atuais para o império estadunidense e europeu.

Assim foi com a Alemanha na Segunda Guerra Mundial e com a URSS durante a Guerra Fria. Foi quando a Alemanha nazista representou uma ameaça econômica, que os EUA entraram na guerra. Portanto, a questão econômica de Chapecó, que é uma cidade polo e referência, depende muito dos caminhos econômicos que vão resultar dessa guerra.

O setor de serviços, tecnologia, mão de obra na China, interessam a muitas empresas de Chapecó e por conseguinte a geração de empregos e economia da cidade e região oeste de Santa Catarina. Vamos ficar atentos e acompanhar o desenrolar da Guerra. Até a próxima.

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