domingo, junho 14, 2026
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Justiça mantém presos suspeitos de envolvimento na morte de jovem durante salto de rope jump em SP

Mulher de 21 anos morreu após ser lançada de ponte sem estar conectada ao equipamento de segurança em Limeira


A Justiça de São Paulo determinou neste domingo (14) a prisão preventiva dos três homens investigados pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante uma atividade de rope jump realizada na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior paulista. A decisão foi tomada durante audiência de custódia realizada pela manhã.

A jovem morreu no sábado (13) após ser lançada de uma altura aproximada de 40 metros sem estar presa ao sistema de segurança que deveria amortecer a queda. Segundo as investigações, ela foi arremessada da estrutura sem a devida conferência dos equipamentos obrigatórios para a prática do esporte radical.

Imagens registradas por pessoas que acompanhavam a atividade mostram o momento em que Maria Eduarda é lançada da ponte. Logo após a queda, testemunhas perceberam que a vítima não estava conectada à corda de segurança e passaram a gritar ao constatar a falha.

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Equipes de resgate foram acionadas e, antes da chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pessoas que estavam no local tentaram realizar manobras de reanimação cardiopulmonar. Apesar dos esforços, a jovem morreu ainda no local. A causa da morte foi apontada como politraumatismo decorrente do impacto.

De acordo com a Polícia Civil, os três investigados participaram diretamente da operação que antecedeu o salto. O entendimento inicial das autoridades é de que houve assunção do risco de provocar a morte da vítima, motivo pelo qual o caso foi enquadrado como homicídio com dolo eventual.

O boletim de ocorrência informa ainda que, quando os policiais chegaram ao local, encontraram dois dos suspeitos próximos à vítima. Durante o atendimento da ocorrência, os homens teriam fugido em direção a uma área de mata, o que mobilizou equipes policiais e apoio aéreo para localizá-los.

A investigação também considera o histórico de acidentes registrados no local, incluindo ocorrências anteriores com vítimas fatais. Para os investigadores, a ausência de protocolos adequados de segurança e as circunstâncias do caso reforçam a gravidade da conduta atribuída aos suspeitos.

Maria Eduarda foi velada na manhã deste domingo no Cemitério Municipal de Jandira, na Grande São Paulo. A empresa responsável pela atividade ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o caso até a última atualização desta reportagem.

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