
⚡ Em Resumo:
- O que é: Mega-assalto coordenado contra três bancos e uma casa de câmbio em Santa Rita, no Paraguai.
- Números/Dados: Mais de 20 criminosos participaram da ação; três instituições financeiras e uma casa de câmbio foram atacadas.
- Onde: Santa Rita, no departamento de Alto Paraná, a cerca de 70 quilômetros de Foz do Iguaçu.
- Quem afeta: Instituições financeiras, moradores da região de fronteira e autoridades paraguaias responsáveis pela investigação.
Uma quadrilha fortemente armada realizou um mega-assalto na madrugada desta terça-feira (16) em Santa Rita, no Paraguai. O grupo atacou três instituições financeiras e uma casa de câmbio utilizando explosivos, rendendo policiais e funcionários durante a ação.
Segundo as autoridades paraguaias, mais de 20 criminosos participaram da operação, considerada pela imprensa local como um dos maiores assaltos já registrados no país.
Como aconteceu o mega-assalto em Santa Rita?
De acordo com a Polícia Nacional do Paraguai, o ataque começou por volta das 2h da madrugada.
Antes de invadir as instituições financeiras, os criminosos cercaram uma equipe policial que realizava patrulhamento na cidade. Quatro agentes foram rendidos e um deles teve uma arma e um fuzil levados pela quadrilha.
Durante a ação, houve troca de tiros. Três policiais conseguiram abandonar a viatura e buscar abrigo às margens da rodovia.
Quais instituições foram atacadas?
Os criminosos utilizaram explosivos para destruir estruturas do Banco Familiar e do Banco GNB, localizados na área central de Santa Rita.
O grupo também invadiu uma unidade do Banco Ueno, onde funcionários e um vigilante foram rendidos.
Além dos bancos, a quadrilha entrou na Casa de Câmbio Santa Rita. No local, a polícia encontrou um explosivo que não chegou a detonar.
Segundo as investigações iniciais, nenhum valor foi levado da casa de câmbio nem do Banco Ueno.
Por que a polícia suspeita da participação de brasileiros?
As autoridades paraguaias investigam a possível participação de brasileiros no crime.
O chefe do Comando Tripartite, Carlos Alberto Dure Rios, afirmou que testemunhas relataram ter ouvido integrantes da quadrilha se comunicando em português durante a ação.
Segundo ele, há indícios de atuação conjunta entre brasileiros e paraguaios, prática já observada em outros crimes de grande porte na região de fronteira.
Como foi a fuga dos criminosos?
Após os ataques, os assaltantes incendiaram dois veículos em diferentes acessos à cidade para dificultar o trabalho das forças de segurança.
Além disso, espalharam miguelitos pelas ruas e rodovias da região. O artefato, formado por peças metálicas pontiagudas, é utilizado para furar pneus de viaturas e impedir perseguições.
A estratégia permitiu que a quadrilha deixasse a cidade antes da chegada de reforços policiais.
O que já se sabe sobre os suspeitos?
Até o momento, dois paraguaios suspeitos de participação no assalto foram identificados pelas autoridades.
No entanto, ninguém havia sido preso até a última atualização da investigação.
A Polícia Nacional do Paraguai mobilizou equipes de diferentes departamentos, incluindo Alto Paraná, Caazapá, Caaguazú e Itapúa, para localizar os envolvidos.
Qual foi o prejuízo causado pelo ataque?
O valor exato levado pela quadrilha ainda não foi divulgado oficialmente.
As autoridades estimam que o prejuízo seja de milhões de guaranis, mas a contabilização dos danos e dos valores roubados ainda está em andamento.
Equipes de investigação, criminalística e representantes do Ministério Público do Paraguai seguem trabalhando para esclarecer o caso e identificar todos os envolvidos no mega-assalto.
Fonte: G1













