




A Polícia Civil de Santa Catarina confirmou novos detalhes sobre o caso de homicídio e ocultação de cadáver registrado na tarde de quarta-feira (18), em Chapecó. A vítima foi identificada preliminarmente como Anderson Alves Rodrigues, e a investigação aponta indícios de ligação com organização criminosa.
De acordo com Deonir Moreira Trindade, Delegado da Homicídios de Chapecó, o caso começou a ganhar forma após familiares procurarem a Delegacia de Homicídios com informações sobre o desaparecimento. “Duas tias relataram detalhes da roupa e o último local onde ele foi visto. Havia ainda a informação de que ele seria simpatizante de uma organização criminosa”, explicou.
As diligências se concentraram no bairro São Pedro, com análise de imagens e levantamento de informações que indicavam que a vítima poderia estar em uma área de mata. A equipe avançou pela região do bairro Boa Vista, onde percebeu movimentação suspeita e ouviu vozes e barulhos de ferramentas.
Durante a tentativa de abordagem, quatro indivíduos fugiram pela mata. No local, foram encontrados objetos abandonados, como chinelos, boné, roupas e ferramentas utilizadas para cavar. Com apoio da Polícia Militar de Santa Catarina, da Guarda Municipal de Chapecó e do Serviço Aeropolicial de Fronteira, os suspeitos foram localizados após cerca de duas horas de buscas.
Um dos homens foi capturado descalço, com vestígios de cal nas mãos, e resistiu à prisão. Segundo a polícia, dois dos envolvidos chegaram a agredir agentes, sendo que um deles mordeu um policial durante a contenção.
Os quatro suspeitos, com idades de 19, 21, 24 e 34 anos, foram presos em flagrante por ocultação de cadáver, resistência e lesão corporal. Conforme a investigação, há fortes indícios de que eles também tenham participado diretamente do homicídio, já que sabiam a localização do corpo e estavam finalizando a ocultação com uso de cal, substância que acelera a decomposição.
Ainda conforme a Polícia Civil, um dos presos havia rompido a tornozeleira eletrônica dias antes, após fugir de outra prisão em flagrante.
O comandante da Polícia Militar, Antônio, destacou a integração entre as forças de segurança. “Foi uma ação complexa, com troca rápida de informações, que possibilitou o apoio imediato e a captura dos envolvidos”, afirmou.
Dados do sistema policial apontam que a vítima possuía 23 registros, enquanto os suspeitos também têm extensa ficha criminal: um deles acumula 46 passagens, outro 42, além de registros de 10 e 14 ocorrências entre os demais.
A causa da morte, segundo informações preliminares, pode estar relacionada a disparos de arma de fogo, mas a confirmação depende do laudo pericial. A identificação oficial do corpo ainda aguarda reconhecimento por familiares.
A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a motivação do crime e eventuais conexões com o crime organizado.











