
A Operação Istós foi deflagrada na manhã desta terça-feira (18) para combater uma organização criminosa com atuação em Santa Catarina. A ação cumpriu 40 ordens judiciais em Chapecó e outros municípios do Oeste catarinense, incluindo medidas dentro e fora do sistema prisional.
Segundo a Polícia Civil, foram expedidos 19 mandados de prisão e 20 mandados de busca e apreensão. Até o momento, 18 pessoas foram presas e um dos alvos ainda não havia sido localizado.
A operação contou com a participação integrada da Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO). Mais de 120 agentes e integrantes dos órgãos envolvidos participaram da ação.
Quantas pessoas foram presas na Operação Istós?
Dos 19 mandados de prisão expedidos pela Justiça, 18 foram cumpridos durante a manhã. Um dos alvos ainda não havia sido localizado pelas equipes.
Segundo o delegado Marcelo Teske, da Diretoria de Investigações Criminais (DIC), parte dos alvos já estava presa. Mesmo dentro do sistema prisional, conforme a investigação, alguns deles continuavam exercendo funções dentro da organização criminosa.
Qual era o objetivo da Operação Istós?
A investigação busca identificar e enfraquecer a estrutura de uma organização criminosa que atua em Santa Catarina. Nesta fase, as forças de segurança concentraram atenção especialmente em pessoas apontadas como lideranças e integrantes que davam suporte às atividades do grupo.
De acordo com a promotora Marcela Boldori de Jesus Fernandes, coordenadora do GAECO em Chapecó, a operação também buscou atingir a estrutura financeira da organização.
Foram adotadas medidas cautelares de natureza patrimonial, incluindo bloqueio de bens e sequestro de patrimônio.
Como pessoas presas continuavam atuando na organização?
Segundo as autoridades, alguns integrantes que já estavam presos conseguiam manter contato com pessoas do lado de fora e transmitir ordens ou informações.
A investigação também identificou familiares de integrantes presos que, conforme os responsáveis pela operação, atuavam principalmente na movimentação financeira e no suporte à organização criminosa.
A Polícia Penal destacou que essa comunicação pode ocorrer por diferentes meios e envolver familiares, pessoas próximas e outros contatos autorizados dentro do sistema prisional.
Quais crimes são investigados?
Segundo os responsáveis pela investigação, os alvos possuem relação com crimes como tráfico de drogas e homicídios.
A apuração também identificou integrantes com diferentes funções dentro da estrutura criminosa, incluindo pessoas apontadas como lideranças e outras responsáveis por atividades financeiras.
As autoridades ressaltaram que a investigação continua e que o material apreendido durante a operação será analisado para identificar novas informações e possíveis desdobramentos.
O que foi apreendido durante a operação?
Durante um dos mandados de busca, a equipe encontrou uma quantidade significativa de cocaína, além de munições de calibre 12 e .380. A apreensão resultou em flagrante.
As autoridades informaram ainda que houve outro flagrante durante o cumprimento das ordens judiciais. O material recolhido será encaminhado para análise e poderá contribuir com a continuidade das investigações.
Quais forças de segurança participaram da operação?
A Operação Istós reuniu Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e GAECO, além do apoio de outros órgãos de segurança.
De acordo com as autoridades, mais de 120 pessoas participaram da ação. A integração entre as forças foi destacada durante coletiva realizada na sede da 12ª Delegacia Regional de Polícia da Fronteira de Chapecó.
A operação foi coordenada pela Polícia Civil, com apoio do GAECO de Chapecó, e contou com a participação de representantes das forças de segurança envolvidas no cumprimento das ordens judiciais.
A Operação Istós tem relação com outra investigação?
Sim. Segundo o GAECO, a Operação Istós é um desdobramento da Operação Sodalitas Finis e dá continuidade a investigações anteriores contra a organização criminosa.
Conforme informado durante a coletiva, alguns dos investigados já haviam sido alvo de outras operações, mas novas informações apontaram que eles continuavam atuando na estrutura criminosa.
A investigação segue em andamento e os elementos apreendidos nesta terça-feira serão analisados pelas equipes responsáveis.











