sábado, agosto 30, 2025
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Homem condenado por torturar e matar sobrinho de 2 anos é assassinado dentro de presídio em Chapecó

Relembre o caso do pequeno Lyan de Oliveira, de apenas dois anos:

Foto: Divulgação/Jornal Razão

Luiz Fernandes de Oliveira, de 43 anos, foi morto na tarde desta sexta-feira (29) dentro da Penitenciária Industrial de Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. Ele cumpria pena de mais de 50 anos de prisão por tortura e homicídio, após a morte do sobrinho Lyan de Oliveira, de apenas 2 anos, ocorrida em 2022. As informações são do Jornal Razão.

De acordo com informações apuradas, Luiz foi atacado com uma tesoura por outro detento. Mesmo ferido, conseguiu correr pelos corredores da unidade antes de cair e ser atendido na enfermaria, onde não resistiu aos ferimentos. O local foi isolado para investigação, e as imagens das câmeras de segurança estão sendo analisadas pela Polícia Civil e pela Polícia Científica.

Segundo relato do autor, a motivação do crime teria sido uma série de provocações feitas por Luiz nos dias que antecederam o ataque. Ele relatou que, no dia 25 de agosto, Luiz lhe ofereceu comida, após a qual ele passou mal. Desde então, teria sido alvo constante de zombarias, incluindo frases como: “o que o ratinho comeu hoje, não passou mal, o que tem pra você comer hoje?”. Na tarde do dia 29, o autor afirmou ter “perdido a cabeça” e desferido o golpe fatal com uma tesoura.

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Condenação por crime brutal contra crianças

Luiz Fernandes foi condenado em 2024 a mais de 50 anos de prisão pelos crimes de tortura e homicídio contra cinco crianças, incluindo o assassinato do sobrinho Lyan de Oliveira. O caso aconteceu em Ponte Serrada, no Oeste catarinense, e ganhou repercussão nacional pela brutalidade dos atos.

A mãe das crianças havia deixado os filhos sob os cuidados de Luiz e da companheira dele, Tânia Correia Claras, enquanto trabalhava em Brusque. Durante esse período, as crianças sofreram agressões frequentes com fios de TV, canos de PVC e chinelos, além de privação de comida, trabalhos forçados e tortura psicológica.

Lyan, a vítima fatal, foi amarrado em cadeira, amordaçado com fita isolante e forçado a assistir às agressões contra os irmãos. Em fevereiro de 2022, Luiz tentou afogar o menino no vaso sanitário e causou uma fratura no fêmur da criança. No dia 5 de março, após uma sequência de chutes, socos e tapas desferidos por Tânia, o menino morreu. O laudo médico apontou politraumatismo como causa da morte.

Tânia Correia Claras também foi condenada pelos crimes. O caso gerou comoção em Santa Catarina e ainda hoje é lembrado pela crueldade envolvida.

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