Homem acusado de homicídio após discussão de trânsito é condenado a 11 anos de prisão em Chapecó

Vítima foi atingida por quatro disparos de arma de fogo

Foto: Reprodução/Núcleo de Comunicação Institucional/Oeste

Um homem foi condenado a 11 anos e oito meses de prisão por homicídio em Chapecó. Segundo o Núcleo de Comunicação Institucional/Oeste do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, o júri aconteceu na segunda-feira (18). O crime aconteceu por volta de 18h50 do dia 5 de maio de 2018, no bairro Efapi. A vítima acertou a caminhonete do autor, que estava com um amigo, com golpes de facão. Momentos depois em um bar, ele foi atingido por quatro disparos de arma de fogo e morreu.

Os dois homens que estavam no carro atingido pela vítima foram acusados pelo homicídio. O dono da caminhonete, apontado como autor dos disparos, estava preso desde o crime e foi condenado a 11 anos e oito meses de prisão. Por já ter cumprido um ano, 11 meses e 25 dias de reclusão, recebeu o benefício de progressão de pena e inicia a sentença em regime semiaberto. O amigo que estava com ele respondeu ao processo em liberdade e foi inocentado pelos jurados.

O júri

Apesar de o Tribunal de Justiça de Santa Catarina decretar suspensos os prazos jurídicos até 31 de maio, o juiz da 1ª Vara Criminal da comarca de Chapecó, Jeferson Osvaldo Vieira, conseguiu autorização da Corregedoria-Geral de Justiça para retomar os júris a partir dessa segunda-feira.

A corregedora-geral da justiça, Soraya Nunes Lins, considerou o fato de que a unidade possui mais de 180 ações penais de júri em andamento e 18 processos prontos para julgamento, sendo 10 deles com réus presos. Assim, o cancelamento acarretaria maior acúmulo de processos, com risco inclusive de solturas por excesso de prazo.

No julgamento dessa segunda-feira foi dispensada uma jurada gestante por estar em grupo de risco. Todos os presentes utilizaram máscara e precisaram higienizar as mãos com álcool antes de entrar no Salão do Tribunal do Júri. Caso alguém deixasse o lugar, o procedimento era repetido no retorno. Frascos de álcool estavam disponíveis nas mesas dos participantes. Até as cédulas utilizadas pelo conselho de sentença, para votação, foram higienizadas.

Um número maior de mesas foi disposto na tribuna para garantir o distanciamento entre jurados, promotor, advogados, juiz e demais servidores. Os réus acompanharam da plateia, onde também ficaram os agentes prisionais. A participação do público foi limitada a cinco familiares de cada acusado e o distanciamento de todos foi fiscalizado pelos policiais do fórum.