
O jornalismo da Condá FM consultou dados dos painéis inteligentes do Centro de Informações Estratégicas para a Gestão do SUS em Santa Catarina (Cieges SC) na tarde deste sábado (25), após a informação repassada por um leitor do jornal Folha Desbravador, e gentilmente repassada à emissora, de que ao menos duas pacientes que realizaram cesáreas na área de maternidade do Hospital Regional do Oeste (HRO) tiveram que ficar algumas horas a mais do que o normal na sala de recuperação, não sendo encaminhadas para um leito de enfermaria na média de 6 horas após o parto.
Os dados do Cieges SC indicam que, às 13h do sábado, 100% dos leitos de UTI do HRO (48), do Hospital São José de Maravilha (10) e do Hospital São Paulo de Xanxerê (31) estão ocupados. Isso inclui tanto os leitos adultos quanto pediátricos e neonatais. O Hospital Terezinha Gaio Basso de São Miguel do Oeste possui apenas um leito de UTI disponível, já o Hospital São Francisco de Concórdia possui três leitos livres. Em Joaçaba, existem 16 leitos disponíveis, sendo três no Hospital Universitário Santa Terezinha, e 13 no Hospital São Miguel.
Quanto aos leitos de enfermaria, o HRO possui, no Oeste Catarinense, a maior taxa de ocupação de toda a região, com 81,5% dos leitos em uso, e apenas 51 vagos. No Hospital da Criança, a situação está mais tranquila, com apenas 12 dos 50 leitos de enfermaria em uso no momento.
O que diz o HRO
No que diz respeito à situação da maternidade, o setor de Comunicação do HRO esclarece que existe, no momento, uma alta procura pelo serviço: “Já que o HRO é referência para toda a região, em alguns momentos pode ser necessário aguardar a liberação de leito em sala de recuperação. Nesse período, as pacientes recebem toda a assistência da equipe multiprofissional e médica, com o bebê ao lado, conforme os protocolos pós-parto. Na manhã de hoje (25), houve liberação de leitos e a paciente já foi encaminhada para o quarto”.
A reportagem questionou o hospital sobre a alta taxa de ocupação de leitos, e o que pode ser a causa do alto movimento: “O HRO é referência em média e alta complexidade para mais de 130 municípios, o que naturalmente resulta em uma demanda elevada e contínua por atendimentos em todos os setores. Em determinados períodos, pode haver maior ocupação de leitos de internação e UTIs, cenário comum em instituições de referência. Ainda assim, a gestão atua de forma permanente para garantir fluxo assistencial seguro, organização dos atendimentos e qualidade na assistência prestada aos pacientes”, respondeu a insituição.





