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Ômicron: Anvisa solicita informações sobre eficácia das vacinas contra a nova variante da Covid-19

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), informou na tarde desta quarta-feira (1°), que solicitou informações sobre a eficácia dos imunizantes contra a Covid-19, diante dos potenciais impactos da nova variante: Ômicron. No Brasil, três casos já foram confirmados e seguem em acompanhamento. Testes já são realizados pelos fabricantes. 

Ainda segundo a Agência, até o momento, não se conhece os verdadeiros impactos da nova variante, que foi reportada à OMS (Organização Mundial da Saúde), no dia 24 de novembro de 2021, pela África do Sul. Considerada uma “variante de preocupação”, a ômicron, possui mais de 50 mutações. 

A expectativa é que, nas próximas semanas, estejam disponíveis os dados das avaliações iniciais das vacinas. 

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“A Agência solicitou às desenvolvedoras de vacinas autorizadas no Brasil informações sobre os estudos em andamento. A solicitação foi encaminhada aos laboratórios Pfizer, Butantan, Fiocruz e Janssen. A Anvisa exige, para as vacinas autorizadas, que os desenvolvedores monitorem e avaliem o impacto das variantes na eficácia e na efetividade dos imunizantes”, informou em nota. 

A Anvisa ainda destaca que “As vacinas atuais permanecem efetivas na prevenção contra a Covid-19 e desfechos clínicos graves, incluindo hospitalização e morte”.

O que se sabe até agora

O surgimento de uma variante no novo coronavírus confirmado em regiões da África preocupa especialistas internacionais de saúde. Batizada de Ômicron – letra grega correspondente à letra “o” do alfabeto -, a cepa B.1.1.529 foi identificada em Botsuana, país vizinho à África do Sul, em meados de novembro. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a variante pode se tornar responsável pela maior parte de novos registros de infecção pelo novo coronavírus em províncias sul-africanas.

Além de países vizinhos a Botsuana – África do Sul, Lesoto, Namíbia, Zimbábue e Eswatini (ex-Suazilândia) -, casos da variante Ômicron também foram registrados em outras regiões: Hong Kong, na China, foi a primeira delas. Israel e Bélgica também tiveram registros, casos que seguem isolados.

O que há de diferente?

Nos casos analisados, constatou-se que a variante é portadora de dezenas de mutações genéticas que podem afetar os índices de contágio e de letalidade. Um time de cientistas de universidades da África do Sul está decodificando o genoma da Ômicron, juntamente com dezenas de outras variantes do novo coronavírus.

Tulio de Oliveira, diretor do Centro para Respostas e Inovações Epidêmicas da universidade de KwaZulu-Natal, afirmou em coletiva de imprensa que a variante Ômicron possui “uma constelação incomum de mutações”. A variante Delta, por exemplo, possuía duas mutações em relação à cepa original do novo coronavírus, enquanto a Ômicron possui mais de 50 – a maioria delas localizadas na proteína Spike, responsável por infectar células saudáveis, explicou o brasileiro.

Em reunião de emergência realizada na tarde de sexta-feira (26), representantes da OMS classificaram a Ômicron como variante de preocupação (VOC) – mesma categoria das variantes Delta e Gama.

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