quinta-feira, abril 9, 2026
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Novo Estatuto do Paciente garante mais direitos e autonomia na saúde em todo o Brasil

Nova legislação fortalece autonomia, acesso à informação e segurança no atendimento em serviços de saúde públicos e privados

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Lei nº 15.378, que institui o Estatuto dos Direitos do Paciente no Brasil, foi publicada no Diário Oficial da União na última terça-feira (7). A nova legislação estabelece regras para garantir mais autonomia, informação, segurança e dignidade a pessoas atendidas em serviços de saúde públicos e privados.

O estatuto define um conjunto unificado de direitos e deveres, assegurando que pacientes possam participar ativamente das decisões sobre seus tratamentos. Entre os principais pontos estão o direito ao consentimento informado, acesso a informações claras sobre diagnóstico e procedimentos, além da possibilidade de aceitar ou recusar intervenções médicas.

A lei também garante ao paciente o direito de indicar um representante para decisões em caso de incapacidade e de registrar previamente suas vontades sobre tratamentos futuros, por meio das chamadas diretivas antecipadas.

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Outro destaque é a proteção à privacidade e à dignidade. O texto assegura confidencialidade das informações de saúde, direito a acompanhante em consultas e internações — salvo exceções médicas —, acesso ao prontuário sem custos e a possibilidade de buscar uma segunda opinião profissional.

A norma ainda proíbe qualquer forma de discriminação no atendimento e determina o respeito ao nome de preferência, bem como às características culturais, religiosas e sociais dos pacientes.

No campo da segurança, os pacientes passam a ter o direito de questionar profissionais sobre procedimentos, higienização, identificação da equipe responsável e informações sobre medicamentos e insumos utilizados.

Além dos direitos, o estatuto estabelece responsabilidades. Entre elas, fornecer informações corretas sobre histórico de saúde, seguir orientações médicas, respeitar normas das instituições e os direitos de outros pacientes e profissionais.

A legislação também prevê mecanismos para garantir seu cumprimento, como a divulgação periódica dos direitos, realização de pesquisas sobre a qualidade dos serviços de saúde e canais para recebimento de reclamações.

De acordo com o texto, a violação dos direitos previstos no estatuto passa a ser considerada uma infração aos direitos humanos, reforçando a importância da medida para a humanização do atendimento em saúde no país.

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