“Não há motivos para se preocupar”, diz Saúde de Chapecó sobre casos de coronavírus

Profissionais de cerca de 50 municípios da região participaram do encontro

Profissionais da saúde de cerca de 50 municípios participaram da reunião –
Foto: Marina Favero /ClicRDC

A Prefeitura de Chapecó, junto com o Estado, se reuniu na segunda-feira (2) para orientar profissionais da saúde de cerca de 50 municípios, das regionais de Chapecó, Xanxerê e São Miguel do Oeste, sobre as ameaças do coronavírus. Sobre o assunto, a administração municipal disse que não há motivos para se preocupar, mas que por conta da velocidade da disseminação da doença, a situação pode mudar em breve.

Na reunião, a Secretaria de Saúde de Chapecó – por meio da Vigilância em Saúde e Vigilância Epidemiológica – orientou os profissionais sobre diagnóstico, formas de prevenção e as informações já existentes sobre o contágio da doença. A Prefeitura orientou, também, sobre as notícias falsas, amplamente divulgadas através das redes sociais, que atrapalham a situação e geram pânico na população.

A situação do Estado

Santa Catarina, até o momento, está em estado de alerta quando o assunto é coronavírus. Com nove casos suspeitos, quatro casos descartados, e nenhum caso confirmado nos perímetros do Estado, a saúde trabalha para reforçar as orientações higiênicas e acalmar à população.

Com a rapidez em que o vírus tem se espalhado no mundo, e com os riscos relacionados a viagens, a situação pode mudar a qualquer momento. Caso hajam casos confirmados no Estado, ou casos adquiridos em Santa Catarina, o estado já possui um plano de contingência para coibir a transmissão da doença.

Identificação de casos suspeitos

Para se caracterizar como um caso suspeito, de acordo com a Secretaria da Saúde, o paciente deve apresentar febre, sintomas respiratórios (tosse, espirros), ter viajado para um dos 16 países monitorados pelo Ministério de Saúde, ou ter tido contato direto com algum paciente com caso confirmado de coronavírus.

Os casos suspeitos devem ser notificados à Secretaria de Saúde pelas unidades de atendimento, pelo telefone ou via formulário enviado aos profissionais de saúde. A partir de então, uma amostra deve ser coletada e encaminhada ao Laboratório Central de Santa Catarina (LACEN/SC) que fará exames e estabelecerá um diagnóstico.


Foto: Marina Favero /ClicRDC