
Santa Catarina inicia o ano de 2026 registrando a menor taxa de desemprego do país, repetindo o feito dos quatro trimestres anteriores. No primeiro trimestre deste ano, o estado registrou taxa de desocupação de 2,7%, diante de uma média nacional de 6,1%. Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) foram divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira, 14 de maio.
Reforçando o cenário de aquecimento do mercado de trabalho no estado, SC também liderou o ranking nacional com a menor taxa de informalidade do país, de 25,4%, abaixo da média brasileira, de 37,3%. Na sequência, aparecem o Distrito Federal, com 28,1%, e Mato Grosso do Sul, com 29,8%.
“Emprego é a melhor política social que existe. É por isso que o Estado incentiva novos negócios e é parceiro do setor produtivo. Somos um estado que faz acontecer e o catarinense abraça as oportunidades, corre atrás e garante sustento e dignidade para a família”, disse o governador Jorginho Mello.
“Santa Catarina ultrapassou a marca de 4,5 milhões de trabalhadores ocupados e mantém a menor taxa de informalidade do país desde 2018. Considerando os trimestres com divulgação estadual da PNAD Contínua, já são 32 resultados consecutivos na liderança nacional. Os resultados reforçam uma característica histórica do mercado de trabalho catarinense, que combina alta ocupação com maior participação de vínculos formais. Isso garante mais estabilidade, acesso a direitos trabalhistas e proteção social aos trabalhadores”, afirmou o secretário de Estado do Planejamento, Arão Josino.
Destaque em ocupação e renda
No primeiro trimestre de 2026, Santa Catarina registrou a menor taxa de subutilização da força de trabalho do país, com 4,7%, bem abaixo da média nacional, de 14,3%, conforme os dados da PNAD Contínua. O indicador reúne pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e aquelas que integram a força de trabalho potencial. Na sequência do ranking apareceram Mato Grosso (6,7%) e Espírito Santo (7,0%).
No período, Santa Catarina registrou o menor percentual de desalentados do país, com 0,3%, muito abaixo da média nacional, de 2,4%. O desalento considera pessoas que gostariam de trabalhar, mas desistiram de procurar emprego. Na sequência apareceram o Rio Grande do Sul e Goiás, ambos com 0,7%.
O rendimento médio mensal habitualmente recebido em todos os trabalhos em Santa Catarina chegou a R$ 4.289, valor 15,2% superior à média nacional, de R$3.722. SC ocupou a quarta posição no ranking nacional dos maiores rendimentos médios do trabalho, atrás apenas do Distrito Federal (R$6.720), São Paulo (R$4.378) e Rio de Janeiro (R$4.352). O estado registrou ainda crescimento de 3,2% em relação ao mesmo período de 2025.
Crescimento e distribuição
Cabe ressaltar que Santa Catarina apresenta a melhor distribuição de renda dos trabalhadores ocupados no país, pelo segundo ano consecutivo, conforme o índice de Gini de 2025. Os dados divulgados pela PNAD Contínua anual de 2025 registram que a desigualdade do rendimento médio domiciliar per capita reduziu em Santa Catarina. De 2024 para 2025, o Índice de Gini passou de 0,430 para 0,425, enquanto a desigualdade aumentou no Brasil.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a população ocupada em Santa Catarina apresentou crescimento nos principais setores da economia. O principal destaque foi da Agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que avançaram 14,5%, enquanto a Indústria geral e a Construção registraram alta de 5,4%. Entre os segmentos com melhor desempenho, destacaram-se as atividades de Informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, com crescimento de 6,6%, além da Indústria de transformação, que avançou 4,2%.
A Diretoria de Políticas Públicas da Seplan monitora os dados do mercado de trabalho catarinense. Os boletins com os dados anteriores da PNAD Contínua estão disponíveis no site.
Por ASCOM







