
O Governo de Santa Catarina intensificou as ações de vigilância sanitária após a identificação de um foco da Doença de Newcastle em uma propriedade rural de Nova Itaberaba, no Oeste catarinense. A operação prevê visitas a aproximadamente 1.600 propriedades, além do reforço da fiscalização nas estradas da região.
As medidas são coordenadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), com atuação na propriedade afetada e em um raio de 10 quilômetros do local. O objetivo é conter a doença e evitar sua disseminação para outras criações de aves.
O que aconteceu em Nova Itaberaba?
O foco da Doença de Newcastle foi identificado em uma propriedade rural que cria perus, em Nova Itaberaba. Após a confirmação, a Cidasc intensificou os protocolos de controle e monitoramento sanitário na região.
A propriedade permanece interditada, com acesso restrito às equipes autorizadas da Cidasc e do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Desde domingo (18), profissionais atuam no local para orientar o produtor rural e a empresa envolvida, além de acompanhar as medidas de contenção.
Quantas propriedades serão vistoriadas após o foco da doença?
A operação prevê visitas a aproximadamente 1.600 propriedades rurais situadas no entorno do foco. O trabalho inclui estabelecimentos com criação de aves e perus, com o objetivo de verificar as condições sanitárias e identificar possíveis sinais de disseminação da doença.
Em pouco mais de 130 propriedades, poderá ser necessária a coleta de amostras de sangue das aves para análises laboratoriais. A definição seguirá os critérios estabelecidos pela vigilância sanitária.

Quais medidas serão adotadas na propriedade afetada?
A propriedade continuará interditada durante a execução dos procedimentos sanitários. A próxima etapa prevê a depopulação sanitária das aves, conforme as técnicas estabelecidas na legislação.
O trabalho também inclui o descarte adequado de equipamentos e materiais que tiveram contato com os animais, além da limpeza e desinfecção do local. As medidas buscam reduzir os riscos de propagação do vírus para outras propriedades.
Como será feita a fiscalização nas estradas do Oeste catarinense?
O monitoramento do trânsito de veículos e cargas foi reforçado em um raio de 10 quilômetros do foco. Por meio do programa Olho Bom, 40 caminhonetes estão mobilizadas para apoiar a vigilância na região.
A operação conta ainda com barreiras sanitárias para fiscalizar a movimentação e reduzir o risco de disseminação da doença por meio do transporte de animais, produtos e materiais potencialmente contaminados.
A Doença de Newcastle oferece risco ao consumidor?
Segundo a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos, a população pode consumir produtos de origem avícola que tenham passado pela inspeção sanitária. Ela também orientou os consumidores a observar os selos de inspeção municipal, estadual ou federal.
A presidente destacou que a identificação do foco ocorreu durante o trabalho de rotina realizado periodicamente pela companhia nas granjas catarinenses. Neste momento, as equipes concentram esforços no controle da ocorrência e no monitoramento das demais propriedades com aves.
A Cidasc mantém as ações de vigilância para acompanhar a situação e proteger a produção avícola de Santa Catarina.






