
Chapecó vai sediar, no dia 16 de novembro, uma das etapas regionais da 8ª Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CECTI). A iniciativa do Governo de Santa Catarina busca identificar necessidades e oportunidades de cada região para definir as prioridades de pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação no estado entre 2026 e 2028.
O encontro será realizado na Universidade Comunitária da Região de Chapecó (UnoChapecó), das 9h às 12h, com participação de representantes dos setores produtivo, governamental, acadêmico e da sociedade civil.
A conferência é coordenada pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) e pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc).
Qual é o objetivo da conferência de ciência e inovação em Chapecó?
A etapa Oeste pretende reunir representantes da região para discutir desafios, identificar oportunidades e propor estratégias relacionadas à ciência, à tecnologia e à inovação. As contribuições serão encaminhadas para a etapa estadual e ajudarão a orientar as políticas públicas do setor.
A proposta considera as características econômicas e científicas de cada território, incluindo a capacidade de pesquisa, os ambientes de inovação, os investimentos, as patentes e as publicações científicas.
Segundo o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Fábio Wagner Pinto, a intenção é aproximar o planejamento estadual das necessidades de quem vive, trabalha, empreende e pesquisa em Santa Catarina.
Como os dados vão orientar as decisões sobre inovação em Santa Catarina?
A organização da conferência preparou um painel com aproximadamente 35 mil registros sobre ciência, tecnologia, inovação e desenvolvimento territorial. A base reúne informações sobre patentes, invenções, publicações científicas, grupos de pesquisa, projetos, laboratórios, programas de pós-graduação e vocações econômicas dos 295 municípios catarinenses.
Entre os dados estão 15 mil registros históricos de patentes e invenções, 5 mil publicações científicas, 2 mil grupos de pesquisa e mil projetos.
O levantamento servirá de apoio às discussões regionais. A participação de pesquisadores, empresas, gestores públicos e representantes da sociedade civil deverá complementar o diagnóstico e ajudar a transformar as informações em propostas para o estado.
Quando serão realizadas as etapas regionais da conferência?
A programação prevê seis encontros regionais, seguidos de uma etapa estadual. Todas as etapas regionais ocorrerão das 9h às 12h.
- 3 de novembro: Blumenau, no CIB, etapa do Vale do Itajaí.
- 4 de novembro: Joinville, na Univille, etapa Norte.
- 5 de novembro: Criciúma, no CRIO, etapa Sul.
- 6 de novembro: Florianópolis, no UNISENAI, etapa Litoral.
- 11 de novembro: Lages, no Órion, etapa Serrana.
- 16 de novembro: Chapecó, na UnoChapecó, etapa Oeste.
- 2 de dezembro: Florianópolis, no Inpetu Hub, no Sapiens, para a pactuação estadual.
As vagas são limitadas em cada local. As inscrições serão encerradas quando a capacidade disponível for atingida.
O que será feito com as propostas apresentadas nas reuniões?
As contribuições das seis regiões serão reunidas na etapa estadual da conferência, prevista para 2 de dezembro, em Florianópolis. A partir desse material, o governo pretende consolidar o Plano Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação para o período de 2026 a 2028.
A Fapesc participa do processo como executora do orçamento estadual destinado à ciência, tecnologia e inovação. O objetivo é aproximar os instrumentos de financiamento das necessidades identificadas em cada região, fortalecendo a conexão entre pesquisa, desenvolvimento tecnológico e atividade econômica.
Como participar da Conferência Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação?
Os interessados podem consultar informações sobre a programação e as inscrições no site oficial da conferência: conferenciacti.sc.gov.br.
A organização recomenda que os participantes verifiquem a disponibilidade de vagas, já que o número de inscritos será limitado pela capacidade de cada espaço.
A conferência reúne instituições de ensino e pesquisa, entidades empresariais, órgãos públicos e organizações da sociedade civil. A proposta é construir uma agenda conjunta para orientar os investimentos e as políticas de inovação em Santa Catarina nos próximos anos.
Fonte: SECOM






