Polêmica das estátuas volta à Câmara de Vereadores em Chapecó - ClicRDC | Notícias de Chapecó e do mundo

Polêmica das estátuas volta à Câmara de Vereadores em Chapecó

Nesta semana na Câmara de Vereadores de Chapecó, o caso das estátuas voltou a ser pauta. Na sessão de quarta-feira (8), a oposição repercutiu sobre a forma como agiu a defesa do prefeito Luciano Buligon em resposta à denúncia por licitação irregular da construção do “Monumento ao Centenário”, na avenida Getúlio Vargas.

O vereador Cleiton Fossá (MDB) usou a palavra-livre para criticar as alegações da defesa de Buligon. Segundo Fossá, a defesa tentou desconstruir os argumentos usados pelos vereadores que, como ele, questionaram o projeto de lei da obra, na época em que foi encaminhado à Câmara, alegando que os parlamentares foram ideológicos e tendenciosos ao discutir a proposta.

“A tentativa do prefeito em politizar o assunto no processo judicial é descabida. O prefeito enviou o projeto de lei para a Câmara para efetivar essas merecidas homenagens, mas enquanto fiscal eu precisava atuar no campo da legalidade e da transparência. Ao visualizar o projeto, questionei, pois não tinha orçamento, nem estudo técnico. Sou favorável às homenagens, mas desde aconteçam de forma correta”, ressaltou Fossá.

A vereadora Marcilei Vignatti (PT) repudiou o “uso indevido” dos nomes dos vereadores da oposição na defesa de Buligon. “Ele passou por cima da Câmara. Quando chegou o projeto de lei (para construção das estátuas), de pronto a bancada de oposição se manifestou e não permitiu que esse projeto passasse sem discussão. O prefeito então retirou o projeto da Câmara. Agora ele virou réu e se utiliza da nossa prerrogativa enquanto vereadores e vem criminalizar a oposição”.

Os vereadores Cleber Ceccon (PT) e Neuri Mantelli (sem partido) também repudiaram os argumentos da defesa sobre o caso. Já o líder do governo, João Rosa (PSB), destacou a importância da homenagem feita aos três pioneiros de Chapecó; o colonizador Ernesto Bertaso, o fundador do frigorífico Chapecó, Plínio Arlindo de Nês, e o fundador das cooperativas Alfa e Aurora, Aury Bodanese. “Espero que a Justiça defina se houve ou não algum erro”, concluiu João Rosa.

 Lembre o caso

Em maio de 2017, o prefeito Luciano Buligon anunciou ao Conselho Municipal de Cultura a proposta de aquisição de três estátuas de bronze para homenagear pessoas ilustres do município em comemoração ao centenário do Município. Em seguida, um projeto foi encaminhado para a Câmara. Alguns vereadores questionaram a falta de informações do projeto, que não mencionava detalhes da obra e tampouco informava que o artista responsável já havia sido escolhido. O prefeito decidiu, então, retirar o projeto da Câmara e emitiu um decreto autorizando a compra, dispensando o processo de licitação.

No fim do ano passado, o Ministério Público encaminhou ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina denúncia contra o prefeito Luciano Buligon, o presidente da Comissão de Licitações do município, Riquelmo Bedin Filho, e o escultor, Roberto Claussen, por crime contra a Lei de Licitações e falsidade ideológica. De acordo com o Ministério Público, os envolvidos não cumpriram formalidades necessárias na dispensa da licitação e os denunciados cometeram crime de falsidade ideológica no contrato. 

Sessões

A Associação Comercial e Industrial de Chapecó (ACIC) tem acompanhado todas as sessões da Câmara junto do Observatório Social de Chapecó. O objetivo da iniciativa é contribuir com os debates, além de incentivar que toda a sociedade participe e fiscalize a atuação do Legislativo.

Informações MB Comunicação