
Uma polêmica esportiva ronda os corredores da Câmara de Vereadores de Chapecó. No dia 3 de março, o vereador Neuri Mantelli (PSD) protocolou um projeto de resolução para realização de diversas alterações no Prêmio Bola de Ouro, que reconhece os melhores jogadores do Campeonato Municipal de Futebol de Campo, promovido pela Prefeitura.
A redação atual prevê a realização anual da homenagem em Sessão Solene, formato que, segundo Neuri, exige organização diferenciada, estrutura específica e, em determinadas ocasiões, preparação especial do ambiente, além de custos com ornamentação, cerimonial ampliado e demais despesas inerentes a solenidades formais. Com a alteração, a Bola de Ouro passaria a ocorrer a cada quatro anos, em Sessão Ordinária, nas próprias dependências da Câmara Municipal, em data a ser definida pela Secretaria da Casa.
Conforme Mantelli, a mudança elimina a necessidade de estrutura extraordinária, reduz despesas com decoração e organização especial e utiliza a estrutura já existente do Poder Legislativo, promovendo maior responsabilidade na gestão dos recursos públicos: “Importante destacar que a alteração do formato, de Sessão Solene para Sessão Ordinária, não significa, em hipótese alguma, diminuição da importância da homenagem. As equipes campeãs não serão menos homenageadas, nem terão seu mérito reduzido”.
Outro ponto relevante refere-se à revisão das categorias contempladas. A norma atual prevê um número elevado de categorias e subcategorias, inclusive premiando equipes campeãs e equipes mais disciplinadas, o que para Neuri, resulta na confecção de diversos troféus personalizados anualmente: “Cumpre salientar que os troféus possuem especificações técnicas próprias — formato especial, acabamento diferenciado, base personalizada e plaqueta gravada — o que representa custo unitário considerável”.
Mantelli propõe imitar a homenagem a apenas uma equipe por subcategoria em cada competição municipal e estabelecer periodicidade quadrienal, para promover uma redução substancial de gastos com troféus, certificados e demais materiais institucionais, sem comprometer o reconhecimento ao esporte amador chapecoense.
O vereador Nivaldo Rosa (PSD), criador do prêmio, já protocolou emenda supressiva para não haver alterações naquilo que já foi definido pelo Legislativo no ano passado, exceto que o evento seja em Sessão Ordinária, e não mais em Sessão Solene. Tanto o projeto de Neuri quanto a emenda de Nivaldo dever ser apreciados em plenário na próxima semana.
Recadinhos
● Um dos caminhoneiros que a partir de hoje (18) cruza os braços em Itajaí, pela greve anunciada por motoristas autônomos que fazem carregamentos nos portos de todo o país, passou dos limites na assembleia de ontem (17).
● Em vídeo postado nos perfis do ClicRDC e da Condá FM nas redes sociais, claramente, se ouve o caminhoneiro dizer que “a lenha vai comer” para quem não aderir ao movimento.
● Parece que vários profissionais da estrada não aprenderam com a greve de 2018, e que muitos políticos não aprenderam com a pandemia de Covid-19. O direito de ir é vir é cláusula pétrea e sagrada da Constituição Federal.
● Ninguém pode ser impedido de transitar para fazer o necessário e lícito. Podem-lhe ser impostas medidas sanitárias ou desvios viários, mas não proibir a circulação. Se algum motorista autônomo quiser continuar trabalhando, que trabalhe!





