
Hoje (30), o Hospital Regional do Oeste (HRO) completa 40 anos. Por e-mail, o doutor José Francisco de Assis Aymone Neto enviou à coluna um breve histórico do hospital cujo ele foi o primeiro diretor médico. Tudo começou em 1977, quando nasceu a primeira iniciativa de um Hospital Regional em Chapecó em documento assinado em nome da Associação Médica Regional pelos médicos Carlos Siqueira Reis e Volnei Garcia Antunes com endosso de Arduino Galina, presidente da ACIC e da CDL Chapecó à época.
O documento foi entregue ao prefeito Milton Sander, que passou a ser apoiador e interlocutor da solicitação junto ao governador Antônio Carlos Konder Reis, sendo o cálculo da população oestina à época de 600 mil pessoas, e a grande distância dos maiores centros médicos.
Em meados de 1980, o governador Jorge Bornhausen confirmou um Hospital Regional para Chapecó ao prefeito Sander, que delegou aos médicos em comissão juntos à Empresa Bertaso a escolha do terreno e localização para a logística funcional do futuro hospital, cuja escolha no bairro Santa Maria prevaleceu, considerando um projeto do contorno que ligaria a região do Rodeio Chato à BR-282, favorecendo o fluxo de usuários e ambulâncias, e evitando o centro urbano.
Em 1981, foram apresentados a maquete do futuro hospital e o detalhamento da obra pela equipe de Engenharia e Arquitetura Hospitalar, encarregada dos projetos. Conforme Aymone Neto, o financiamento dos Hospitais Regionais de Chapecó, Curitibanos, Joinville, São José e Araranguá foi efetuado pelo Governo do Estado junto ao Banco de Desenvolvimento do Governo da Alemanha, o KFW, e o inicio da construção foi em fevereiro de 1982.
Durante a edificação e o funcionamento do hospital nos primeiros anos, ocorreu acompanhado de uma equipe do banco KFW, composta por médico, engenheiro e administrador, todos alemães; visitas periódicas semestrais. Aymone Neto acompanhou algumas delas. Em 30 de outubro de 1986, ocorreu a inauguração do HRO. O primeiro diretor geral do hospital foi Cleber José do Nascimento, da Beneficência Camiliana do Sul.
Nos meses subsequentes, com o auxílio incondicional do doutor Arno Hepp, a Beneficência Camiliana do Sul montou setores essenciais para o funcionamento do HRO como Emergência, Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, 60 leitos de internação, UTI e Corpo Clínico. A abertura para o público do HRO ocorreu em 25 de janeiro de 1987, com as primeiras internações e atendimentos no Pronto Socorro; e sua ativação foi gradual ao longo de dois anos.
Em 27 de agosto de 1990, Aymone Neto assumiu a administração do HRO junto com os irmãos do Lar da Fraternidade, em substituição aos Camilianos, conforme decisão do Governo do Estado. Em 1992, foi instalada a Tomografia Computadorizada. A instituição continuou até 12 de outubro de 1997, quando a Associação Lenoir Vargas Ferreira assumiu a administração do hospital.
Nesta data tão importante para a saúde pública do Oeste Catarinense, quero parabenizar cada funcionário do HRO, que não mede esforços para, mesmo com a atual situação da unidade hospitalar, entregar um padrão mínimo de atendimento à população. Saúdo também a Associação Lenoir Vargas Ferreira pela atual administração do hospital, que está conseguindo resolver alguns dos grandes problemas atuais da unidade.
Recadinhos
- As dívidas das famílias brasileiras chegaram a 50,1% da renda anual em agosto. Esse é o maior nível da série histórica iniciada em 2011 e a primeira vez que o índice supera 50% na história, conforme a newsletter The News.
- Isso significa que as dívidas ocupam mais da metade de tudo o que as famílias ganham ao longo de um ano.
- Quando olhamos para os valores das parcelas das dívidas, o número também piorou. O comprometimento da renda mensal com o pagamento de dívidas passou de 28,8% para 29%.
- Na prática, quase R$ 30 de cada R$ 100 da renda mensal das famílias já estão comprometidos com boletos a pagar.







