terça-feira, março 10, 2026
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Cartéis, Facções e o Futuro Sombrio do Narcotráfico no Brasil

Confira a edição especial da coluna do jornalista André de Lazzari

Foto: Isadora Reichert

O presidente do Conselho de Segurança de Chapecó e professor de Pós-Graduação em Segurança Pública, Márcio Bueno, irá colaborar com as edições de hoje (10), amanhã (11) e quinta-feira (12) da coluna, abordando a possibilidade real do aumento expansivo do narcotráfico no Brasil, com visão analítica sobre o assunto, perante recentes posicionamentos do governo brasileiro.

Para Márcio, o cenário geopolítico das Américas está em transformação radical: “Enquanto governos de direita em toda a região se alinham à política antidrogas agressiva de Donald Trump, o Brasil, o maior e mais importante país da América do Sul, permanece desalinhado dessa estratégia. Esse desalinhamento brasileiro é exatamente o que permite a expansão exponencial do PCC e transforma o Brasil no epicentro do narcotráfico nas Américas”.

A hegemonia da direita e o alinhamento com Trump

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Conforme Bueno, a administração de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos implementou uma estratégia antidrogas baseada em intervenção militar, sanções econômicas e pressão diplomática unilateral: “Essa abordagem conquistou apoio em governos de direita na América Latina, que adotam políticas similares focadas no combate agressivo aos cartéis tradicionais”.

De acordo com Márcio, a designação de cartéis mexicanos como Organizações Terroristas Estrangeiras, operações militares na Venezuela e a pressão sobre a Colômbia exemplificam essa nova dinâmica de combate coordenado: “Onde a direita vence as eleições e se alinha a Trump, há um combate mais agressivo e coordenado contra o narcotráfico. México, Colômbia, Argentina e outros países da região implementam políticas de segurança alinhadas com essa estratégia norte-americana”.

O Brasil fora da estratégia: o vácuo perfeito

Para Bueno, como maior e mais importante país da América do Sul, o Brasil deveria ser o pilar central dessa estratégia coordenada de combate ao narcotráfico: “Sua ausência das principais mesas de negociação internacional, como evidenciado pela reunião de Donald Trump com líderes latino-americanos no último sábado (7), sem representação brasileira, deixa o país fora das estratégias coordenadas de segurança regional”.

Esse desalinhamento brasileiro, afirma Márcio, cria um vácuo geopolítico perfeito: “Enquanto governos de direita alinhados a Trump implementam combate agressivo contra cartéis mexicanos e operações na Venezuela, o Brasil permanece como um corredor aberto para o crime organizado. A ausência do Brasil em importantes acordos internacionais de combate ao narcotráfico evidencia seu desalinhamento com a estratégia regional, permitindo que o PCC expanda suas operações sem interferência coordenada”.

Recadinhos

  • Com novos desdobramentos na guerra do Oriente Médio, como os ataques a refinarias e a definição do novo Líder Supremo do Irã, o resultado foi uma nova disparada no preço do petróleo.
  • Conforme a newsletter The News, o barril Brent, que já vinha sob pressão, rompeu a barreira dos US$ 100 (R$ 523) pela 1ª vez em quatro anos. Ontem (9), chegou a bater US$ 120 (R$ 627), um salto de quase 30% em um único dia.
  • Diferente de outras crises, o problema agora é logístico e irreversível no curto prazo. Como o Estreito de Ormuz ainda está bloqueado, o petróleo não tem para onde ir.
  • Países como Iraque, Kuwait, Emirados Árabes e Catar estão tendo que segurar suas produções de petróleo e gás por já estarem com seus armazenamentos lotados.
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