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Menina relata abuso à escola e Justiça afasta avô de 80 anos da residência em Araranguá

Criança de 10 anos revelou os fatos durante escuta especializada. A Justiça determinou medidas protetivas e proibiu qualquer contato do investigado com a vítima.

Imagem: Jornal Razão

⚡ Em Resumo:

  • O que é: Justiça determinou medidas protetivas após uma menina de 10 anos relatar suposto abuso sexual praticado pelo avô em Araranguá.
  • Números/Dados: Investigado tem 80 anos. Em 2026, Araranguá registra 12 casos de estupro de vulnerável; 52% das vítimas têm menos de 12 anos e 92% dos casos ocorreram dentro de casa
  • Onde: Araranguá, no Sul de Santa Catarina
  • Quem afeta: A criança vítima, sua família e a rede de proteção à infância, além de reforçar o alerta sobre a violência sexual contra crianças

Uma menina de 10 anos revelou, durante uma escuta especializada realizada no ambiente escolar, situações compatíveis com violência sexual supostamente praticada pelo próprio avô, de 80 anos, em Araranguá, no Sul de Santa Catarina. Com base nos relatos e nos elementos reunidos pela Polícia Civil, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência para garantir a segurança da criança.

O caso tramita em sigilo para preservar a identidade da vítima e assegurar o andamento das investigações.

Como o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil?

Segundo a Polícia Civil, a denúncia teve início após a menina participar de uma escuta especializada na escola, procedimento realizado por profissionais capacitados para acolher crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.

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Durante o atendimento, a criança apresentou relatos considerados compatíveis com abuso sexual e também produziu desenhos que reforçaram os indícios. A partir dessas informações, a Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI) iniciou as diligências e ouviu pessoas ligadas ao caso.

Quais medidas foram determinadas pela Justiça?

Atendendo ao pedido da Polícia Civil, a Justiça da Comarca de Araranguá concedeu medidas protetivas de urgência com base na Lei Henry Borel.

Pela decisão, o investigado deve deixar a residência onde vivia com a família e está proibido de se aproximar ou manter qualquer tipo de contato, direto ou indireto, com a criança.

O descumprimento das medidas protetivas configura crime e pode resultar em novas sanções previstas na legislação.

O que motivou o pedido de proteção?

Durante a apuração inicial, a Polícia Civil identificou elementos que apontaram a necessidade de afastamento imediato do investigado para preservar a integridade da vítima.

Conforme informado pela investigação, a criança relatou que costumava dormir na mesma cama do avô havia vários anos, circunstância considerada relevante para a adoção das medidas protetivas.

As investigações seguem em andamento e ainda irão apurar todos os fatos.

O que prevê a Lei Henry Borel?

A Lei Henry Borel permite que medidas protetivas sejam concedidas com rapidez para resguardar crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar.

Nesses casos, não é necessário aguardar a conclusão do inquérito policial ou o início de uma ação penal para que a Justiça determine providências destinadas à proteção da vítima.

Quais são os números da violência sexual contra crianças em Araranguá?

A Polícia Civil informou que o município registrou aumento nos casos de estupro de vulnerável.

Durante todo o ano de 2025 foram contabilizadas 10 ocorrências. Em 2026, até o momento, já são 12 registros. Desse total, 52% das vítimas têm menos de 12 anos e 92% dos casos aconteceram dentro do ambiente familiar ou residencial.

A instituição reforça que mudanças de comportamento, medo excessivo de determinadas pessoas, isolamento, alterações no sono e relatos espontâneos podem ser sinais de violência e devem ser comunicados imediatamente aos órgãos de proteção, como a Polícia Civil, o Conselho Tutelar ou pelos canais oficiais de denúncia.

Fonte: Jornal Razão

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