
O vereador de Chapecó, Paulinho da Silva, do PCdoB, afirmou na tarde desta quarta-feira (14) ter identificado a origem do grave crime ambiental que comprometeu o abastecimento de água em Chapecó na véspera do último Natal. Após realizar diligências e encaminhar pedidos oficiais de informação aos órgãos competentes, o parlamentar aponta a Transportes Gral, localizada na Avenida São Pedro, no bairro Engenho Braun, como a responsável pelo vazamento de óleo combustível que contaminou o Lajeado São José.
O incidente, ocorrido em 23 de dezembro, causou a paralisação do sistema de captação e tratamento de água, afetando milhares de famílias chapecoenses justamente durante as festividades natalinas. Segundo o levantamento realizado pelo vereador, o vazamento foi determinante para a contaminação do manancial.
A apuração indica que a empresa, possivelmente, não adotou as medidas de segurança e contenção necessárias para o armazenamento de material combustível. Sem as barreiras adequadas, o combustível escoou para a rede pluvial, chegando diretamente à barragem de captação de água da cidade.
Paulinho da Silva, em conjunto com o vereador e colega de partido Cesar Valduga, protocolou uma série de requerimentos cobrando rigor das autoridades: À Polícia Militar Ambiental, foi solicitada a cópia integral dos autos de investigação e do laudo técnico para subsidiar as ações legislativas; à Prefeitura de Chapecó, Paulinho exige saber se a Transportes Gral possui licenciamento ambiental ativo para armazenamento de combustíveis, e se cumpria os requisitos legais. Além disso, cobra a aplicação de multas e sanções, como o embargo das atividades; e à CASAN, foi solicitado o plano de contingência e os laudos que comprovem a potabilidade da água após a limpeza, garantindo a segurança para o consumo humano.
Posicionamento da Prefeitura
Após o recebimento das informações, o jornalismo da Condá FM procurou a Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Chapecó, que afirmou não estar concluído o processo administrativo, dentro da Diretoria de Meio Ambiente da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, para confirmação oficial da empresa que causou o dano ambiental.
Conforme a Prefeitura, ainda não chegaram os relatórios do Instituto do Meio Ambiente do Governo do Estado e da Polícia Militar Ambiental. A previsão de entrega dos relatórios é para esta quinta-feira (15), no entanto, a tendência é de atraso.
Posicionamento da Gral
A Transportes Gral se manifestou por meio do advogado Rafael Gasparini, especialista em direito ambiental, que presta serviços à empresa. Conforme as informações repassadas ao advogado, todos os controles ambientais do tanque de combustível estão em perfeito funcionamento, o licenciamento ambiental está adequado, e todas as situações que envolvem os controles ambientais da empresa, principalmente no abastecimento dos caminhões, estão normais.
De acordo com a nota, não há, por enquanto, nenhuma comprovação de que o vazamento ocorrido no Lajeado São José tenha vinculação com a Gral: “A empresa está inteiramente à disposição das autoridades. Nós já demos uma resposta para o município, informando aquilo que eles solicitaram. Todos os controles ambientais estão operando, tudo está em dia, não tem nenhum curso hídrico que passa na empresa que possa ter levado água para o óleo, e não existe área de preservação permanente envolvida”, conclui Rafael.





