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Polícia já identificou mais de 50 ladrões de fios e cabos em Chapecó

Confira a coluna de Mateus Montemezzo

Em fevereiro, na Rua Rui Barbosa, um dos ladrões foi flagrado por populares furtando uma residência (Foto: PM/Chapecó)

O furto de fios e cabos está causando enormes prejuízos e gerando transtornos para a população de Chapecó. Como apontamos na coluna passada, os prejuízos em uma única ocorrência ultrapassaram os R$ 50 mil. Quem pagou o pato foi um comerciante do Centro. A crescente procura pelo cobre tornou- se mais frequente porque o produto é supervalorizado no mercado. Em 2019, por exemplo, um quilo custava cerca de R$ 13,00. Hoje, bate a marca dos R$ 40,00. 

Em Chapecó, a Delegacia de Repressão a Furtos e Roubos da Polícia Civil já identificou 58 pessoas responsáveis por esses crimes. Destes, 42, em algum momento, já passaram pelas grades da penitenciária. Os demais – abordados fora da condição de flagrante –, foram inicialmente identificados e indiciados. Porém, no final das contas, respondem em liberdade. 

Perfil dos ladrões

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Todos os ladrões de cobre são velhos conhecidos dos policiais. Geralmente, já possuem ficha por outros tipos de crimes, não hediondos. Além de tudo, o cenário escancara um problema social muito maior: 98% deles são dependentes químicos, ou seja, utilizam o dinheiro dos furtos para adquirir drogas. É um ciclo vicioso, composto, neste caso, por chapecoenses ou pessoas que vêm do Rio Grande do Sul.

Receptação

Bom, se os ladrões vendem, é porque existem pontos de compra desses produtos. A partir deste momento a “receptação” também começa a ser monitorada pela Polícia Civil através de um trabalho conjunto com a Guarda Municipal. A troca de informações tem sido uma estratégia fundamental para identificar os infratores. Geralmente, estes “receptadores” são pessoas que estão em ferros-velhos da região. Muitos deles já foram presos em flagrante.

Legislação é o problema

Mesmo com um trabalho enorme desempenhado pelas autoridades para prender os criminosos em flagrante, elaborar relatórios minuciosos e demonstrar prejuízos milionários aos chapecoenses, os criminosos ficam pouquíssimo tempo atrás das grades. Acontece que, para os crimes cometidos sem o uso da força física, existem brechas na lei e os ladrões ficam livres em questão de dias. Depois, ao voltarem para as ruas, cometem novos crimes. Resumindo: a legislação vigente, o código penal, as nossas leis, são uma verdadeira piada. Até que isso não seja alterado, a Polícia seguirá “enxugando gelo” e os moradores continuarão levando enormes prejuízos.

Números assustadores

Os dados divulgados nesta coluna foram repassados pelo delegado Elder Arruda Chaves, da Delegacia de Roubos e Furtos da Polícia Civil. Em um âmbito geral, o número de furtos tem crescido na cidade. O ClicRDC apurou nesta semana que a polícia atende 120 ocorrências por semana. Média de 17 por dia. É muito alto para o nosso município. Por outro lado, conforme Chaves, os roubos – quando é utilizado violência ou ameaça – contra comércio ou pessoas, diminuiu neste ano de 2021.

Leia também: Polícia Civil elucida morte de homem que roubava fios de cobre em Chapecó

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