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R$ 30 bilhões de emendas parlamentares: O milagre da multiplicação em ano eleitoral

Confira a coluna do Doutor em Ciências Contábeis e Administração, Givanildo Silva

Foto: ClicRDC

O governo federal, na última semana, liberou cerca de R$ 9 bilhões em emendas parlamentares, elevando o total quitado em 2024 para quase R$ 30 bilhões. Tal movimento, realizado às vésperas do prazo eleitoral, levanta sérias questões sobre a transparência e a ética na gestão dos recursos públicos. Como um observador crítico da política brasileira, não posso deixar de expressar meu descontentamento com esses métodos.

Promessas eleitorais e a realidade

Não é de hoje que assistimos a esse teatro ridículo das promessas eleitorais. O governo, em acordo com deputados e senadores, comprometeu-se a pagar 60% das emendas parlamentares ainda no primeiro semestre. O que vemos, no entanto, é uma administração que corre contra o tempo para cumprir promessas vazias, numa tentativa desesperada de angariar apoio político. Não há qualquer indício de preocupação genuína com o bem-estar da população. É tudo uma questão de poder.

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Um recorde de vergonha

O valor de R$ 29,4 bilhões pago até agora é um recorde em emendas quitadas no primeiro semestre. Pode parecer um grande feito, mas para mim, é apenas mais um indicador da corrupção desenfreada que assola o país. O governo está literalmente comprando favores, distribuindo dinheiro público como se fosse seu. Isso não é administração responsável, é uma farsa.

A alegria dos parlamentares

Claro, os parlamentares estão eufóricos. Afinal, quem não ficaria feliz ao receber uma fatia tão generosa do orçamento federal? Especialmente aqueles que estão de olho nas eleições municipais, usando esses recursos para financiar campanhas de aliados. É uma vergonha que a política brasileira continue a ser um jogo de interesses pessoais, com pouca ou nenhuma consideração pelo desenvolvimento real do país.

A reforma tributária e o jogo político

Em meio a este cenário, a Câmara dos Deputados se prepara para votar a regulamentação da reforma tributária, uma pauta considerada prioritária pelo governo. No entanto, pergunto-me se essa prioridade é genuína ou apenas mais uma peça no xadrez político. O governo utiliza o pagamento das emendas como moeda de troca, garantindo apoio para projetos que, na prática, podem não trazer os benefícios prometidos à população.

O panorama que se desenha é desolador. A política brasileira está repleta de charlatões e demagogos que só pensam em si mesmos. A liberação recorde de emendas parlamentares é mais uma prova de que o governo atual, como muitos de seus predecessores, está mais preocupado em manter-se no poder do que em governar para o povo. É preciso uma mudança radical, um retorno à ética e à responsabilidade, se quisermos ver um Brasil verdadeiramente justo e próspero.

A questão não é apenas cumprir promessas, mas fazer isso de maneira honesta e transparente. Infelizmente, até que isso aconteça, continuaremos presos nesse ciclo vicioso de corrupção e interesses pessoais.

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