
Em um momento em que o Brasil enfrenta desafios econômicos e debates intensos sobre produtividade, inovação e competitividade industrial, um evento realizado no Oeste de Santa Catarina volta a lembrar que o país continua sendo uma potência global na produção de alimentos. A Mercoagro 2026, realizada em Chapecó entre os dias 17 e 20 de março, confirma o papel estratégico da região na indústria mundial de proteína animal.
A feira é considerada a maior da América Latina dedicada ao processamento e à industrialização da carne. Mais do que um evento de exposição, trata-se de um grande centro de decisões empresariais. Em uma área superior a 25 mil metros quadrados, cerca de 250 empresas expositoras apresentam tecnologias voltadas para frigoríficos, automação industrial, equipamentos, embalagens, ingredientes e soluções para eficiência produtiva.
O impacto econômico é expressivo. As estimativas indicam que a feira movimenta mais de R$ 1 bilhão em negócios diretos e indiretos, considerando contratos firmados durante o evento e negociações que se consolidam nos meses seguintes. Ao mesmo tempo, a expectativa é receber aproximadamente 20 mil visitantes profissionais, incluindo empresários, engenheiros, compradores e executivos da indústria de alimentos.
Esse movimento reforça um ponto importante: Chapecó se consolidou como um dos principais polos globais da cadeia de proteína animal. Empresas, cooperativas e fornecedores de tecnologia instalados na região alimentam uma engrenagem produtiva que abastece mercados em todos os continentes.
A Mercoagro também evidencia o avanço tecnológico da indústria de alimentos. Equipamentos automatizados, sistemas de controle digital de produção, soluções de rastreabilidade e tecnologias de segurança alimentar aparecem como protagonistas da feira. São investimentos que buscam reduzir custos, aumentar produtividade e atender exigências cada vez maiores dos mercados internacionais.
Outro aspecto relevante é a geração de oportunidades para empresas fornecedoras. Fabricantes de máquinas, empresas de engenharia, soluções industriais e prestadores de serviços encontram na feira um ambiente ideal para apresentar produtos e fechar contratos com grandes frigoríficos e cooperativas. Em muitos casos, um único acordo firmado durante o evento pode representar milhões de reais em fornecimentos ao longo de anos.
Há também um impacto regional que muitas vezes passa despercebido. Hotéis lotados, restaurantes cheios, transporte movimentado e intensa circulação de visitantes fazem com que a economia local se beneficie diretamente da realização do evento. A feira transforma Chapecó, por alguns dias, em um verdadeiro centro internacional de negócios.
Em tempos de incerteza econômica, a Mercoagro transmite uma mensagem clara: o agronegócio brasileiro continua sendo uma das engrenagens mais fortes da economia nacional. Quando tecnologia, indústria e produção rural trabalham em conjunto, o resultado aparece em números expressivos.
E poucos lugares simbolizam isso tão bem quanto Chapecó. Durante a Mercoagro, a cidade deixa de ser apenas um polo regional e se transforma em um ponto de encontro global da indústria de alimentos. É ali que empresas negociam máquinas de milhões de reais, discutem eficiência industrial e definem parte do futuro da produção de proteína animal no mundo.







