
Há momentos em que o futebol deixa de ser apenas competição e vira utilidade pública. No intervalo do jogo da Chapecoense, na Arena Condá, a atenção saiu do placar e se voltou para algo maior: a divulgação do projeto de ampliação da Oncologia Pediátrica do Hospital Regional do Oeste, em Chapecó.
O novo espaço não é apenas uma obra física. São 219 metros quadrados pensados para cuidar melhor. Área terapêutica, espaços de apoio, classe hospitalar para garantir a continuidade escolar, copa e estrutura de acolhimento às famílias, tudo concebido com arquitetura humanizada. Isso muda a experiência de quem vive o hospital diariamente, especialmente crianças que enfrentam tratamentos longos e famílias que transformam corredores e salas de espera em extensão de casa.
A Oncologia Pediátrica do Hospital Regional do Oeste é referência para todo o Oeste catarinense e acompanha dezenas de crianças em tratamento contínuo. Qualquer avanço estrutural nesse serviço tem efeito direto na qualidade de vida, na dignidade do atendimento e nas condições de trabalho das equipes de saúde. Não se trata de conforto supérfluo, mas de cuidado integral, que considera corpo, mente e contexto familiar.
A escolha do intervalo de um jogo para apresentar o projeto também diz muito. É um exemplo de mobilização inteligente, que usa um espaço de grande visibilidade para tratar de um tema sério, concreto e urgente. Mais do que sensibilizar, a ação chama a sociedade para assumir responsabilidade compartilhada, com um objetivo claro e mensurável.
Chapecó e a região já demonstraram, em diferentes momentos, capacidade de união em torno de causas coletivas. Agora, o desafio é transformar emoção em compromisso prático. Empresas, entidades, poder público e cidadãos têm diante de si a chance de deixar um legado real. Porque, no fim, o verdadeiro tamanho de uma comunidade não se mede por vitórias em campo, mas pela forma como ela cuida de suas crianças quando elas mais precisam.






