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Feira Inspira Mulher: Empreendedorismo feminino movimenta milhões em Chapecó

Confira a coluna do professor Dr. Givanildo Silva

Prof. Givanildo Silva – Doutor em Ciências Contábeis e Administração.

Chapecó costuma ser lembrada pela força do agronegócio, da indústria e da logística. No entanto, um movimento silencioso vem crescendo ano após ano e começa a ganhar dimensão econômica relevante: o empreendedorismo feminino. A Feira Inspira Mulher é um dos sinais mais claros dessa transformação.

Realizada no Centro de Cultura e Eventos de Chapecó, a feira reúne mais de 100 marcas lideradas por mulheres e deve atrair aproximadamente 5 mil visitantes ao longo de três dias de programação. À primeira vista, pode parecer apenas mais um evento empresarial. Mas, quando se analisam os números com atenção, percebe-se que o impacto vai muito além de uma simples exposição de produtos.

Se considerarmos um gasto médio conservador de R$150 por visitante durante o evento — incluindo alimentação, compras e serviços — já estamos falando de cerca de R$750 mil circulando diretamente dentro da feira. Esse valor pode ser ainda maior quando se incluem vendas de maior valor, contratos fechados e serviços negociados durante o evento.

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Mas o impacto real costuma ser bem mais amplo. Eventos desse tipo geram o chamado efeito multiplicador na economia local. Visitantes utilizam hotéis, restaurantes, transporte e comércio da cidade. Se estimarmos que cerca de 20% do público venha de outras cidades e permaneça ao menos um dia em Chapecó, isso pode representar mais R$500 mil em gastos indiretos com hospedagem, alimentação e deslocamentos.

Somando esses fatores, a Inspira Mulher pode facilmente movimentar entre R$1,2 milhão e R$2 milhões na economia local em apenas um fim de semana. Para uma feira que nasceu com o objetivo de valorizar o protagonismo feminino, os números mostram que ela também se tornou um ativo econômico para a cidade.

Mas talvez o impacto mais importante não esteja apenas nos valores imediatos. Está no que acontece depois da feira.

Muitas das empreendedoras presentes são donas de pequenos negócios, prestadoras de serviços ou profissionais autônomas. Para essas mulheres, a feira funciona como uma vitrine de mercado. É ali que surgem novos clientes, parcerias comerciais, contratos e até oportunidades de expansão.

Em termos econômicos, isso significa geração de renda e, muitas vezes, novos empregos. Em termos sociais, significa algo ainda mais relevante: autonomia financeira feminina.

Diversos estudos mostram que quando a renda é gerada por mulheres, ela tende a ser mais reinvestida em educação, saúde e bem-estar familiar. Ou seja, o impacto social ultrapassa o negócio e chega diretamente à comunidade.

Chapecó já demonstrou que sabe construir grandes cadeias produtivas na agroindústria, na metalmecânica e na tecnologia. A Inspira Mulher revela que há também uma nova cadeia econômica em expansão: a da economia criativa e do empreendedorismo liderado por mulheres.

E se essa feira continuar crescendo no ritmo atual, talvez em poucos anos ela deixe de ser apenas um evento e passe a ser reconhecida como um verdadeiro motor de desenvolvimento econômico e social da região oeste de Santa Catarina.

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