terça-feira, agosto 18, 2026
InícioESPORTEDo xadrez à tecnologia, atleta dos Parajasc construiu carreira na programação

Do xadrez à tecnologia, atleta dos Parajasc construiu carreira na programação

Kalled Weirich Oro digita com o nariz, coleciona medalhas no xadrez e trabalha como desenvolvedor de software desde 2018


⚡ Em Resumo:

  • O que é: Kalled Weirich Oro é atleta do xadrez nos Parajasc e desenvolvedor de software em uma multinacional.
  • Números principais: Ele pratica xadrez desde os seis anos, tem pelo menos cinco medalhas na modalidade e trabalha com desenvolvimento de software desde 2018.
  • Onde: Kalled participa dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc), realizados em Chapecó.
  • Quem afeta: A história reúne esporte, tecnologia e inclusão, mostrando a trajetória de um atleta que também construiu carreira profissional na área de programação.

Como Kalled transformou o xadrez em parte da vida profissional?

Aos poucos, o xadrez deixou de ser apenas um esporte para Kalled Weirich Oro e passou a influenciar também sua trajetória profissional. Atleta dos Parajasc, ele pratica a modalidade desde os seis anos e encontrou no raciocínio lógico do jogo uma ligação com a programação.

Kalled cursou Sistemas de Informação, fez pós-graduação em Sistemas Inteligentes e em Inteligência Artificial e trabalha desde 2018 como desenvolvedor de software em uma multinacional.

Ele não tem movimentos coordenados dos membros em razão de uma paralisia provocada pela falta de oxigenação durante o parto. Para utilizar o computador, digita com o nariz.

- Continua após o anúncio -

Como Kalled começou a usar tecnologia?

Ainda criança, Kalled foi atendido no Hospital Sarah Kubitschek, onde foi desenvolvido um joystick adaptado para que ele pudesse controlar os movimentos na tela do computador de forma semelhante a um mouse.

A adaptação permitiu que ele tivesse contato com a tecnologia desde cedo. Anos depois, o interesse pelo computador se transformou em profissão.

“Minha vida é boa, tenho uma profissão, gosto de sair, gosto de jogar xadrez. Vejo que a adaptação é natural do ser humano, está dentro de si”, afirmou.

Quando Kalled começou a jogar xadrez?

O primeiro contato com o xadrez aconteceu quando ele tinha entre cinco e seis anos, durante as aulas de Educação Física na escola. No ano seguinte, passou a frequentar as escolinhas da Prefeitura, onde aprendeu com o professor Barbosa.

A partir daí, começou a disputar campeonatos no Sul do Brasil, inclusive contra jogadores sem deficiência.

Entre as conquistas, foi campeão de um campeonato internacional realizado em Caxias do Sul, na categoria Sub-10. Também foi duas vezes vice-campeão estadual dos Jogos Escolares.

Por que o xadrez ajudou Kalled na programação?

Para Kalled, a lógica utilizada no xadrez tem relação direta com a programação. Pensar nas possibilidades de uma partida, antecipar os movimentos do adversário e elaborar estratégias são habilidades que ele também aplica no desenvolvimento de softwares.

“O jogo de xadrez sempre me despertou muito interesse, a parte da lógica, a parte racional. Ele me ajudou muito profissionalmente”, contou.

Outro nome lembrado pelo atleta é o professor Carlos Rutz, do Colégio Bom Pastor. Foi ele quem ensinou os primeiros passos de programação e teve papel importante na escolha da profissão.

Quantas medalhas Kalled conquistou nos Parajasc?

Kalled tem pelo menos cinco medalhas conquistadas no xadrez nos Parajasc. Uma delas é de prata e as demais são de ouro.

Além do xadrez, ele também já competiu no handebol pelos Falcões do Oeste, equipe considerada uma das principais do Brasil na modalidade.

Neste ano, porém, participa apenas das disputas de xadrez porque não conseguiu treinar para o handebol. A intenção é retornar à modalidade no futuro.

O que os Parajasc representam para Kalled?

Para Kalled, os Parajasc vão muito além da competição. O encontro com atletas de diferentes modalidades e deficiências também faz parte da experiência.

“Competir é bom, mas é muito importante essa parte social, conhecer outros atletas, novas pessoas, interagir não somente com atletas do seu esporte, mas com outros atletas participantes de outros esportes, com outras deficiências”, destacou.

Segundo ele, conhecer outras histórias, ideias e culturas por meio dos Jogos é uma experiência rica. Foi também dessa forma que construiu amizades ao longo dos anos.

“Felicidade para mim é poder fazer o que te dá prazer, que importa para você, estar com quem você quer, com quem você ama, num lugar onde deseja. Para mim, isso é o significado de felicidade”, afirmou.

Publicidade

Notícias relacionadas

SIGA O CLICRDC

147,000SeguidoresCurtir
120,000SeguidoresSeguir
13,000InscritosInscreva-se

Participe do Grupo no Whatsapp do ClicRDC e receba as principais notícias da nossa região.

*Ao entrar você está ciente e de acordo com todos os termos de uso e privacidade do WhatsApp