
A jogadora de futsal Débora Vanin, natural de Chapecó (SC) é atualmente um dos destaques na temporada europeia desde que se transferiu para a Itália. A atleta é um dos grandes nomes do futsal feminino brasileiro na Europa, onde já conquistou diversos títulos e tem passagens pela seleção brasileira. Hoje, Débora defende o time italiano TikiTaka Francavilla e foi a artilheira do time na temporada 2021/22, com 39 gols em 26 jogos.
Débora começou a jogar por influência do seu irmão mais velho, que sempre jogou futebol e foi apaixonado por esportes. Logo depois de conhecer a modalidade, a atleta entrou na escolinha de futsal da Female, em 2003. Por sempre jogar em categorias acima da sua, recebeu o apelido de “Miúda”. Débora jogou no time chapecoense durante 14 anos, até 2017.
Durante sua carreira, Débora também teve experiências no futebol de campo. Em 2014, jogou pela Chapecoense e disputou o Brasileirão de 2015 pelo Avaí/Kindermann.
Em 2017, aos 22 anos, Débora foi convocada para a Seleção Brasileira para disputar a Copa América e também se transferiu para o Kick Off da Itália. Nessa época, a ala ainda estudava arquitetura, porém com a oportunidade de jogar na Europa, resolveu focar apenas no esporte. Passou quatro temporadas no Kick Off, onde conquistou uma Copa Itália, sendo eleita a melhor jogadora e também a Supercopa italiana. Além disso, foi artilheira do campeonato italiano por três anos seguidos.
“O futsal abriu muitas portas para mim, algumas que nunca imaginei. Conheci muitos
países graças a ele, pude aprender novas culturas, pessoas incríveis, aprender uma
nova língua, tudo fazendo o que eu amo. Nunca foi fácil, porém hoje me sinto
realizada. Até agora foram cinco temporadas completas na Itália com muitos gols e
conquistas importantes, algo que acredito ser realmente incrível. Vou continuar
lutando por mais”, comenta Débora.

Débora é apoiada por toda a família. Uma das principais dificuldades nesse tempo na Itália foi a saudade dos familiares, principalmente do irmão mais novo, de dez anos. Ela sempre teve bastante influência de seu pai, que sempre a incentiva e levava para a escolinha. A ala sempre acompanhava seu irmão mais velho, que a encorajou a seguir o caminho do futsal, quando ele ia jogar futebol na praça ou no campo perto de casa. Ele também jogou futebol por um tempo, foi goleiro da Chapecoense no acesso da equipe em 2013.
“Nada disso teria acontecido se não fosse por eles. Graças ao incentivo que sempre
recebi, consegui me manter focada no meu sonho. Ainda espero conseguir realizar
muito mais, sempre com eles ao meu lado”, declara a jogadora.







