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Atleta de Chapecó representa o Brasil nas Surdolimpíadas

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Foto: Arquivo da Família

Acontece em Caxias do Sul e Farroupilha-RS, desde o último dia 1º de maio e até o próximo domingo (15), a 24ª edição das Surdolimpíadas de Verão. O evento acontece pela primeira vez na América Latina, e foi adiado em cinco meses por causa da pandemia de Covid-19, já que originalmente seria realizado de 5 a 21 de dezembro de 2021.

O evento trouxe a Serra Gaúcha atletas de 77 países para competir em 17 modalidades. E na equipe brasileira de basquete masculino, há um atleta de muita raça que representa Chapecó de forma destacada. Ele é Marcelo Boff, 27 anos, mora no bairro Bela Vista e tem deficiência auditiva neurossensorial bilateral profunda. Este tipo de deficiência causa uma perda progressiva da audição, e no caso de Boff, ocorre nos dois ouvidos, e de forma agressiva desde a nascença.

Marcelo descobriu o universo do basquete ainda no Ensino Fundamental, na E.E.B. Marechal Bormann, com o Prof° Jaime Di Domenico, e sempre esteve envolvido com o esporte tanto na escola quanto na Associação dos Surdos de Chapecó (ASC). Em 2012, Marcelo participou dos Jogos Escolares de Santa Catarina (JESC), na cidade de Timbó, defendendo a capital do Oeste.

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Em 2019, participou na Surdolimpíada Nacional em Pará-MG pela Federação Catarinense de Desportos de Surdos (FCDS), participando na conquista da medalha de ouro alcançada pela equipe catarinense. No mesmo ano, participou em Itajaí do 9º Campeonato de Basquete de Praia, também ficando em 1° lugar.

Em 2021, teve sua segunda participação na Surdolimpíada Nacional, agora em São José dos Campos-SP pela FCDS, conseguindo a medalha de prata para os catarinenses. E em março de 2022, foi convocado como Surdoatleta da Seleção Brasileira de Basquete Masculino, representando a Confederação Brasileira de Desporto de Surdos (CDBS), para participar da 24° Surdolimpíada.

Marcelo fala sobre a emoção de representar o Brasil na competição: “Sempre sonhei em jogar na Seleção Brasileira de Basquete, e esse dia chegou. Claro que não perderia esta oportunidade. Fiquei muito emocionado quando fui selecionado pelo técnico Flávio Marana, para participar da pré-seleção e depois da Seleção. (…) Fico feliz por não ter desistido deste sonho, apesar das dificuldades e obstáculos que se tornou realidade”.

O atleta seguirá treinando para participar de futuros eventos em outros países, como Grécia e Japão, e também no Campeonato Sul-americano de Basquete para Surdos, que será em Buenos Aires, capital da Argentina, representando o Brasil.

O quadro de medalhas das Surdolimpíadas aponta, nesta quinta-feira (11), um bicampeonato da Ucrânia na competição, abrindo uma vantagem de 29 medalhas de ouro do segundo colocado, os Estados Unidos (47 x 18). Isto interrompe uma sequência de três edições das Surdolimpíadas onde a Rússia foi campeã. Tanto a Rússia como Belarus (ou Bielorrússia) foram expulsos da competição neste ano em função da invasão russa à Ucrânia.

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