“A CBF está sendo muito omissa” diz presidente do Concórdia

O clube se juntou a outras equipes para pedirem ajuda financeira à CBF

Foto: Reprodução/Concórdia AC

Nesta parada devido a pandemia do Coronavírus, o lado financeiro é uma das maiores questões dentro do mundo do futebol. Times com menores arrecadações financeiras, formularam uma carta de reivindicações onde pediram à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) o pagamento mensal de R$ 75 mil, durante dois meses, para conseguirem suportar os efeitos da paralisação do calendário. Em Santa Catarina, o Concórdia Atlético Clube pede o auxílio da maior entidade do futebol brasileiro.

Jonas Guzzato, mandatário do Galo do Oeste, disse, em entrevista concedida a Rádio Oeste Capital FM, que a CBF está sendo muito omissa. Frisou que a entidade presta nenhuma manifestação aos clubes do tamanho do Concórdia – hoje o clube está em um patamar que engloba outras 250 entidades.

“Eu vejo que a Confederação Brasileira de Futebol vem sendo muito omissa. A Federação Catarinense de Futebol espera um posicionamento da CBF mas isso não acontece. Eu sou bem claro em dizer que a gente não vai ter o mesmo apoio mesmo fazendo esta reinvindicação”, disse o presidente.

De acordo com o documento enviado por dirigentes dos clubes à imprensa, a meta é reunir pelo menos 250 equipes que tiveram seus respectivos estaduais paralisados em março.

Os clubes que assinaram o documento são responsáveis por mais de 7,5 mil postos de trabalho diretos no país. Por esta razão eles cobram um apoio da CBF no valor de R$ 75 mil mensais, por dois meses, para fazer face às despesas dos contratos em vigência.

Até este momento, o Galo do Oeste não tem em números o tamanho do prejuízo deste momento. Na visão do Concórdia Atlético Clube, os estaduais deveriam ser anulados por questões financeiras e pela questão de calendário.