
O candidato a deputado estadual Ulisses Gabriel (PL), ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, visitou a sede do Grupo Condá de Comunicação nesta quinta-feira (20), durante agenda em Chapecó, e concedeu entrevista ao ClicRDC para explanar suas pautas de campanha e o momento político da representatividade do setor de segurança pública na Assembleia Legislativa.
Para assumir de vez
Ulisses concorre uma eleição a deputado estadual pela segunda vez. Em 2018, ficou suplente e assumiu por alguns dias em 2020 uma cadeira na Assembleia Legislativa. Agora, ele quer um mandato de fato para representar o setor da segurança pública: “Tanto o delegado Maurício Eskudlark quanto o delegado Egídio Ferrari e o sargento Lima (todos do PL), não estão concorrendo nessa eleição para deputado estadual. O delegado Maurício não concorre, o delegado Egídio foi eleito prefeito de Blumenau, e o sargento Lima é pré-candidato a deputado federal. O governador Jorginho Mello (PL) entendeu que é importante ter pessoas que conheçam a área da segurança pública na Assembleia Legislativa para debater essa temática, e continuar trabalhando para elevar cada vez mais os índices de segurança aqui de Santa Catarina. Logo, ele me convidou para disputar as eleições e eu aceitei”.
O candidato propõe novas metas para a segurança pública catarinense nos próximos anos: “Uma das causas da segurança pública é a prevenção, evitar que o crime aconteça. E outra é a repressão. Então, nós temos que prevenir e reprimir para que o crime diminua e se tenha uma sociedade cada vez mais segura. Um dos importantes tópicos de discussão é exatamente a possibilidade de um empresário de cada cidade catarinense poder destacar um valor de ICMS que seria pago para o Estado, para que esse valor seja dirigido para aquisição de equipamentos, viaturas e estruturas da cidade onde ele vive. Logo, ele vai saber efetivamente que o dinheiro que ele deveria pagar não vai para o cofre do Estado e volta depois de muito tempo, ele fica na própria cidade onde a pessoa tem o empreendimento. Isso é uma das nossas ideias”.
Ulisses também quer propor novas regras para a distribuição de efetivo das forças de segurança: “Hoje, a questão política faz com que ocorra a distribuição de efetivo. Na Polícia Civil nós criamos uma regra baseada em contingente populacional, número de crimes e tipos de crimes. Nós criamos uma resolução para distribuição do efetivo. Então, cada novo policial que entra, colocamos em uma tabela e vemos como a gente faz a distribuição do efetivo com base nessas regras. A gente quer fazer isso para todas as forças de segurança, fazer com que a distribuição seja igualitária em todo o estado de Santa Catarina. O Oeste Catarinense, que por muito tempo foi prejudicado na distribuição do efetivo, precisa ter um efetivo dividido de forma proporcional a todas as cidades de Santa Catarina”.
Emendas parlamentares
O candidato propõe usar as suas emendas na segurança pública: “Sem segurança não há presente e sem educação não há futuro. A gente tem um compromisso com a segurança pública catarinense, focando esse recurso de emenda parlamentar na segurança pública. A gente sonha que o cidadão catarinense possa voltar a um momento onde uma criança podia ir para a escola sem medo. Então, a gente vai fazer um forte investimento e buscar recursos para investimento na área de segurança pública em todo o estado de Santa Catarina”.
Caso Cão Orelha
Por fim, a reportagem questionou Ulisses sobre o ajuizamento de uma ação civil pública contra ele pelo Ministério Público, ainda no mês de abril, referente ao caso do Cão Orelha, que tomou proporções nacionais. O candidato se posicionou tranquilamente sobre o assunto: “A alegação do MP é que foi realizada uma coletiva na Delegacia Geral da Polícia Civil, e essa coletiva teria me beneficiado enquanto um possível pré-candidato a deputado. Foi a utilização, em tese, de uma estrutura para promoção pessoal. Essa é a alegação da ação civil pública contra mim”.
Ulisses afirma que não teve nenhum benefício com a situação: “Tive prejuízo, inclusive a minha família foi ameaçada em razão disso. Estou plenamente tranquilo, os advogados já fizeram a contestação com relação a essa ação, argumentando que eu não tive nenhum benefício pessoal. E quando a gente fala em Estado, quando a gente fala em órgão público, ele tem um dever constitucional de prestar contas do trabalho que faz. Todo órgão público tem que prestar contas, seja o Ministério Público, seja o Poder Judiciário, seja a Polícia, e nós fizemos uma prestação de contas do trabalho. É como um prefeito que realiza uma coletiva representando o município e apresentando a prestação de contas. Eu estava só prestando contas do trabalho, não teve promoção pessoal”.
O candidato encerra defendendo sua índole: “Quem me conhece sabe que eu nunca respondi na minha vida inteira um processo, foi a primeira vez que isso aconteceu, representado por pessoas que tinham uma vinculação com movimentos de esquerda”.





