
Todo dia é dia de celebrar as diferenças. Na Escola Básica Municipal Professora Luiza Santin, o dia escolhido no calendário para direcionar a atenção à pessoa com deficiência se estendeu pela semana e movimentou os alunos de toda a comunidade escolar em meio à palestras e salas interativas.
“Eu tentei incluir todas as pessoas que cabiam no papel. Pessoas autistas, cadeirantes, pessoas que colocaram braço mecânico, com perna machucada e pessoas com deficiência visual”, disse Yasmin Reolon, aluna do 4º ano, autora do desenho que estampou a camiseta da semana, com a frase “cada jeito de ser é um jeito de brilhar”. A Professora de Educação Especial, Claudimeire da Silva, explicou que a intenção do projeto é ensinar que a inclusão “não é apenas o falar sobre deficiência, é o aprender e respeitar”. O objetivo é que pequenas atitudes do dia a dia podem fazer grande diferença durante a rotina.
Entre os dias 23 e 26 de setembro, as crianças participaram de rodas de conversas, palestras com profissionais de diferentes instituições de Chapecó, como a Associação de Pais, Mães e Amigos dos Autistas de Chapecó e Região (AMA Oeste), a Associação De Deficientes Visuais Do Oeste De Santa Catarina (Adevosc), o Centro Associativo de Atividades Psicofísicas Patrick (Capp) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), além de brincadeiras adaptadas e participação em salas interativas em que os colegas puderam vivenciar um pouco do que crianças com autismo vivem diariamente em relação aos sentidos, tato, olfato, paladar, audição e visão.
Para Hugo Henrique Guerini, aluno do 3º ano, o evento estava “muito legal” e as apresentações foram o que o menino, que é autista, gostou. Quanto às atividades propostas para que as crianças aprendam a conviver com as diferenças, a professora salientou a participação de todos os alunos e a proposta de que os colegas possam “vivenciar” o que pessoas diferentes passam no dia a dia. Yasmin acredita que a rotina de convivência com os colegas vai mudar, porque “as pessoas tem que ter consciência do que o autista tá passando”. Hugo ainda completou que, “na verdade, tanto eu quanto qualquer um que seja autista ou tenha alguma dificuldade, sempre vai ter alguém para ajudar.”






