
A inadimplência atingiu 2.677.402 pessoas em Santa Catarina em julho de 2026, segundo o Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa. O número representa 41,6% da população adulta do Estado e teve alta de 0,14% em relação ao mês anterior.
Santa Catarina aparece como o segundo estado com menor percentual de inadimplentes do país, atrás apenas do Piauí.
No Estado, foram contabilizadas 11.850.567 dívidas em aberto, que somam pouco mais de R$ 26,1 bilhões.
Em Chapecó, o levantamento aponta 85.317 pessoas inadimplentes. Ao todo, são 384.307 dívidas, com valor total de R$ 951.024.505.
O ticket médio de dívidas por inadimplente no município é de R$ 11.146,95. Já o valor médio de cada dívida é de R$ 2.474,65.
Como está a inadimplência no Brasil?
O Brasil terminou julho com 83,9 milhões de pessoas inadimplentes, um aumento de 0,23% em comparação com o mês anterior.
Ao todo, existem mais de 348,3 milhões de dívidas registradas no país, que somam R$ 586,4 bilhões.
Apesar da alta no número de inadimplentes, a Serasa aponta uma desaceleração no ritmo de crescimento das dívidas em atraso.
Entre maio e julho de 2025, o crescimento médio mensal da inadimplência foi de 0,7%. No mesmo período de 2026, a média caiu para 0,2%.
Quantas dívidas foram renegociadas em Santa Catarina?
Entre maio e julho de 2026, mais de 438 mil acordos foram fechados no Serasa Limpa Nome em Santa Catarina.
As negociações envolveram cerca de 67 mil consumidores e representam crescimento de 37% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No Brasil, foram mais de 14 milhões de acordos fechados na plataforma entre maio e julho. Mais de 7 milhões de consumidores renegociaram seus débitos no período, um crescimento de 41% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
O que os brasileiros pretendem fazer com as finanças no segundo semestre?
Uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com o Instituto Opinion Box mostra que 50% dos consumidores gastaram mais do que planejavam no primeiro semestre de 2026.
O levantamento aponta ainda que 54% dos brasileiros costumam revisar o planejamento financeiro no meio do ano, avaliando as metas definidas em janeiro e estabelecendo novas prioridades até dezembro.
Entre os entrevistados, 55% afirmam que o principal objetivo financeiro é manter as contas em dia. O índice cresceu seis pontos percentuais em relação à pesquisa realizada em 2025.
Para o segundo semestre, 49% pretendem quitar dívidas até o fim do ano. Outros 32% querem limpar o nome, enquanto 29% planejam formar uma reserva para emergências.
A intenção de economizar também aumentou. O percentual passou de 64% para 69%. Além disso, 33% afirmam que pretendem investir com maior frequência.
Por que a renegociação pode ajudar a reorganizar as finanças?
Segundo Aline Vieira, especialista em educação financeira da Serasa, a regularização dos débitos pode reduzir o peso dos juros e facilitar o acesso ao crédito.
A especialista também destaca que o controle das dívidas pode abrir espaço para outros objetivos financeiros, como a formação de uma reserva de emergência.
Apesar das dificuldades, 74% dos entrevistados afirmam estar otimistas com a própria situação financeira até o fim de 2026.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Opinion Box entre 26 de junho e 5 de julho de 2026, com 1.328 entrevistas online em todo o Brasil. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais.





