
⚡ Em Resumo:
- O que é: O acordo de livre comércio entre Mercosul e EFTA prevê redução ou eliminação de tarifas e pode ampliar o acesso de produtos catarinenses aos mercados de Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein.
- Números principais: O tratado prevê isenção tarifária para cerca de 97% das transações de bens. Santa Catarina tem 354 oportunidades de exportação mapeadas para o bloco.
- Onde: O acordo envolve o Mercosul e a EFTA, formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, com impacto para empresas de Santa Catarina.
- Quem afeta: Indústrias catarinenses dos setores de alimentos, agroindústria, metalmecânico, máquinas, eletrônicos, químicos e plásticos estão entre as que podem ampliar negócios com o bloco.
O acordo de livre comércio entre o Mercosul e a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) pode ampliar a presença de produtos de Santa Catarina no mercado europeu. Formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, o bloco terá novas regras comerciais com os países do Mercosul a partir de outubro de 2026.
O tratado prevê isenção tarifária para cerca de 97% das transações de bens entre Brasil e EFTA. Outros 1,2% terão redução gradual das tarifas.
Quantas oportunidades Santa Catarina tem com o acordo Mercosul-EFTA?
Santa Catarina reúne 354 oportunidades de exportação para os países da EFTA, segundo levantamento citado pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC).
O número coloca o Estado entre as unidades da federação com maior potencial para aproveitar a abertura comercial. A avaliação da entidade é de que a indústria catarinense tem condições de ampliar a participação no mercado do bloco europeu.
Quanto Brasil e EFTA movimentaram em comércio em 2025?
A corrente de comércio entre Brasil e EFTA movimentou US$ 7,8 bilhões em 2025. Desse total, US$ 3,8 bilhões corresponderam às exportações brasileiras, enquanto US$ 4 bilhões foram importados do bloco.
Os bens intermediários representaram 68,5% das trocas comerciais. A Indústria de Transformação respondeu por 93,1% das vendas brasileiras para a EFTA e por 99,7% das compras.
Quais setores de Santa Catarina podem ser beneficiados?
Entre os setores catarinenses com oportunidades de expansão estão agroindústria e alimentos, metalmecânico, eletrônico, máquinas, químicos e plásticos.
A redução ou eliminação de tarifas pode favorecer a venda de produtos como carnes de aves e suínos, café, motores elétricos, geradores, compressores e produtos metálicos.
O acordo também pode facilitar a entrada de insumos e tecnologias no Estado. Entre os produtos que poderão ter acesso facilitado estão itens farmacêuticos, compostos químicos, fertilizantes e máquinas industriais de precisão.
O que muda para as empresas catarinenses?
Além das tarifas, o acordo estabelece mecanismos para facilitar as operações comerciais entre os países. Entre eles estão regras de origem com acumulação estendida com a União Europeia, procedimentos sanitários mais ágeis para a agroindústria e medidas de desburocratização técnica.
O tratado também prevê abertura do mercado de compras governamentais, criando novas possibilidades para empresas interessadas em fornecer produtos e serviços.
Quando o acordo Mercosul-EFTA começa a valer?
A implementação será gradual e terá datas diferentes conforme o país da EFTA.
Com a Islândia, a previsão de início é 1º de outubro de 2026. Com a Noruega, o começo está previsto para 1º de novembro. Já as regras para Suíça e Liechtenstein devem entrar em vigor durante o primeiro semestre de 2027.
A aplicação progressiva permitirá que empresas brasileiras e catarinenses se adaptem às novas condições de comércio com os países europeus.
Fonte: Santa Catarina em Pauta






