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Chapecó tem o primeiro circo rural de Santa Catarina

Estrutura vai abrir neste fim de semana

Foto: Camila Almeida/ Girassol Cultural

Quem passa pela estrada geral da Linha Tafona, interior de Chapecó, pode avistar, mesmo de longe, a ponta colorida de uma gigantesca lona de circo que, a partir de agora, integra a paisagem do lugar.

O “Brincante”, primeiro circo rural de Santa Catarina, é uma instalação fixa de um projeto que está só começando. Premiado pelo Edital Elisabete Anderle de Estímulo à Cultura 2021, através da Fundação Catarinense de Cultura, o projeto inicia as atividades neste final de semana, fortalecendo a cultura popular e abrindo espaços para que ela chegue à comunidade.

Criado com o objetivo de estimular ações culturais e desenvolver ações democráticas e descentralizadas, o circo traz, além de ações que abraçam às comunidades de toda a região oeste, e artistas de todo o Estado, um potencial cultural inestimável para a região.

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O espaço vem para estimular e divulgar as práticas, em primeiro momento, circenses, mas traz a intenção de se tornar um local onde é possível contemplar inúmeras ações artísticas e culturais, oportunizando a pesquisa, a difusão e o fortalecimento das ações desenvolvidas no interior.

De acordo com Josiane Geroldi, idealizadora do Circo Brincante, o projeto nasce em um espaço cultural independente, criado, pensado e gerido por artistas, produtores culturais e educadores, um projeto coletivo: “Quando sonhamos com o ‘Brincante’, imaginamos um espaço estruturante para o desenvolvimento, fomento e difusão das artes e da cultura na região oeste catarinense. Esse novo espaço nasce da vontade coletiva de exercemos o nosso direito de acesso à cultura. Aqui poderemos apresentar, criar, receber espetáculos, realizar oficinas, residências e intercâmbios. Todos saem ganhando: artistas com um novo espaço criativo e comunidade com um novo espaço de acesso”.

Para Tatiana Zavadzki, presidente do Instituto Cultural Nossa Maloca, associação de artistas e produtores que trabalham a arte como ferramenta de transformação social, o espaço vem para estimular e divulgar as práticas artísticas: “Nesse momento estamos estimulando o acesso à cultura popular a partir de arte circenses, com cinco grupos do Estado que irão compartilhar o seu trabalho a partir de uma extensa e belíssima programação. Mas aqui também teremos espaços para experimentações, imersão de artistas, palhaçaria, malabarismo, mágica, música. Tudo isso sendo desenvolvido contemplando a comunidade”.

Ações

A programação de ocupação do picadeiro do brincante traz uma extensa agenda, com dez apresentações gratuitas de grupos de palhaçaria de todo o estado catarinense, que acontecerão ao longo deste segundo semestre.

As primeiras, que inauguram o espaço, serão neste final de semana: Na sexta-feira (05), as atividades são para estudantes de escolas públicas localizadas na zona rural, com o Espetáculo “Brincadeira de Palhaça” e a oficina “Vivência Eu + Você = Nós Circo”, da Traço Cia de Teatro, de Florianópolis. No sábado (06), às ações são voltadas para toda a comunidade, com o Espetáculo “Provisoriamente não cantaremos o amor”, trabalho desenvolvido pelo mesmo grupo.

Os ingressos limitados e gratuitos, podem ser adquiridos pelo site. “Ainda temos ingressos remanescentes. Algumas pessoas que fizeram a retirada e não conseguirão comparecer, isso está liberando novas entradas para a apresentação. Então pedimos que o público acesse o site de retirada, pois as informações se atualizam e novos ingressos são liberados”, explica Josiane.

A programação prevê ainda outras oito apresentações que acontecem de setembro a dezembro com os grupos Cia de La Curva, de Chapecó; Reminiscências, de Joaçaba; Dale Circo, de Florianópolis; e Clovs O Internacionável, de Criciúma. As datas serão divulgadas pelas redes sociais do Sítio Cultural Nossa Maloca.

Ao todo, o projeto irá gerar, ao longo de seu desenvolvimento, mais de 60 vagas diretas de trabalho, para técnicos, artistas, produtores, diretores e comunicadores. O público-alvo deste trabalho é toda a comunidade da região oeste, mas de maneira especial, moradores da zona rural, agricultores e suas famílias, que dificilmente têm acesso à ações culturais: “Estamos muito
felizes com essa abertura, com a criação desse novo espaço criativo tão importante para a economia criativa, para o fortalecimento do setor e, principalmente, para o desenvolvimento da comunidade”, pontua Josiane.

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