Presidente da Epagri faz parte da lista “100 Mulheres Poderosas do Agro” 1

“Mulheres de destaque estão por toda parte”. Cada vez mais, elas têm ocupado espaços importantes na sociedade. E no agronegócio não é diferente. No último dia 15 de outubro, foi comemorado o Dia Internacional da Mulher Rural, instituído pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1995 com o intuito de elevar a consciência mundial sobre a importância dessa figura feminina como protagonista nas mudanças econômicas, sociais, ambientais e políticas.
Forbes Brasil aproveitou a data para lançar sua primeira lista “100 Mulheres Poderosas do Agro”, com nomes que estão transformando diferentes segmentos do setor. Na lista, a Forbes procurou selecionar representantes do movimento de mudança no campo. Por meio delas, o objetivo é homenagear as demais mulheres que atuam no agronegócio – mesmo que o trabalho seja realizado a partir das cidades. (Fonte: Forbes).
Presidente da Epagri faz parte da lista “100 Mulheres Poderosas do Agro” 2
Para chegar aos 100 nomes, foi realizado um trabalho de campo para pesquisar, perguntar, buscar orientação de lideranças e também resgatar informações de reportagens especiais. São mulheres que se destacam em diferentes setores do agronegócio: elas estão presentes na produção de alimentos de origem vegetal e animal, na academia, na pesquisa, nas empresas, em foodtechs, em consultorias, em instituições financeiras, na política, nas entidades e nos grupos de classe e, mais do que nunca, nas redes sociais. Entre os destaques está a filha de agricultores e indicada ao atual cargo pelos próprios colegas de trabalho, a engenheira agrônoma Edilene Steinwandter, a primeira mulher a assumir a presidência da Epagri. A posse ocorreu em fevereiro deste ano. Mestre em zootecnia e especialista em produção de ruminantes, está na instituição desde 2002 quando foi concursada como extensionista.
Novo recorde na exportação de carne suína
O agronegócio catarinense segue ampliando sua participação no mercado internacional. Em setembro, Santa Catarina bateu o recorde com o maior volume de carne suína embarcado em um único mês: foram 57,7 mil toneladas comercializadas com mais de 65 países. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa). O faturamento com as exportações de carne suína em setembro chegou a US$ 136,3 milhões, com uma alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A quantidade embarcada também teve um aumento expressivo de 34%.
De janeiro a setembro deste ano, Santa Catarina exportou 438,3 mil toneladas de carne suína – 12,6% a mais do que no mesmo período de 2020. O faturamento com os embarques passa de US$ 1 bilhão – crescimento de 26,4%.
Os números da Produção Agropecuária Brasileira 1
O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021, estimado com base nas
informações de setembro, atingiu R$ 1,103 trilhão. O número representa um crescimento de 10% em relação ao valor de 2020, que foi de R$ 1,0 trilhão.
O valor das lavouras cresceu 12%, e a pecuária, 6,1%. Decompondo-se o VBP, verifica-se que as lavouras respondem por 67,7%, e a pecuária por 32,3%. As maiores contribuições para obter esse resultado vieram de soja, milho, cana-de- açúcar, carne bovina e carne de frango. Juntos, sua contribuição foi de 72,4%.
Os recordes de valor, obtidos em uma série de 32 anos, foram observados em algodão (R$ 29,8 bilhões), milho (R$ 121,6 bilhões), soja (R$ 360,3 bilhões) e trigo (R$ 12,8 bilhões). Na pecuária, os recordes foram obtidos em carne bovina e carne de frango.
Contribuições negativas ao VBP foram observadas em amendoim, banana, batata inglesa, cacau, café, feijão, laranja, tomate, mandioca e uva. Esse comportamento teve impacto expressivo no resultado final do VBP.
Os números da Produção Agropecuária Brasileira 2
Os resultados do VBP deste ano carregam os efeitos de impactos climáticos ocorridos em 2020 e 2021. Falta de chuvas, secas e geadas afetaram produtos relevantes como milho de segunda safra, café, feijão e outros. Entretanto, as boas condições do mercado internacional, e os preços internos favoráveis, têm sido os principais fatores de crescimento do agronegócio em 2021. Quanto aos preços, podem-se destacar fortes elevações neste ano em algodão em caroço (27,4%), café arábica (22,2 %), cana -de-açúcar (10,0 %), milho (27,1%), soja (16,4%) e trigo (5,0%).
Os resultados regionais mostram a liderança do Centro-Oeste no faturamento neste ano, R$ 362, 87 bilhões, Sul R$ 309,2 bilhões, Sudeste R$ 250,9 bilhões, Nordeste R$ 98,3 bilhões e Norte 70,0 bilhões.
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Cotações
Dólar: R$ 5,46
Saca da soja: R$ 166,48
Saca de milho: R$ 90,18
Arroba do boi: R$ 319,00
Litro do leite: R$ 2,02

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