
Atualmente, calcula-se que o Estado precise de mais de 8 milhões de toneladas de milho em grão por ano, especialmente para a alimentação animal.
A safra catarinense de milho 2023/2024 ficou aquém do esperado. Conforme o analista de Socioeconomia e Desenvolvimento Rural da Epagri/Cepa, Haroldo Tavares Elias, intercorrências climáticas, especialmente o excesso de chuva em outubro e novembro de 2023, prejudicaram a produtividade das lavouras. Associado a isso, a área plantada com milho, especialmente na primeira safra, teve uma redução significativa, o que fez com que a produção diminuísse mais de 600 mil toneladas na comparação da safra 2023/2024 com a anterior.
O tema foi abordado no 11º episódio do Pense Agro, o podcast oficial do Observatório Agro Catarinense. Conforme o analista, a necessidade anual de milho grão de Santa Catarina é de mais de 8 milhões de toneladas. “Apenas essa diminuição de uma safra para a outra, de mais de 600 mil toneladas, representa cerca de 15 mil carretas bitrem a mais que precisarão ser trazidas, especialmente, do Centro Oeste e do Paraguai”, explica Haroldo.
Na safra 2023/2024 a produção catarinense de milho grão chegou a 2,26 milhões de toneladas. Ou seja, cerca de 6 milhões de toneladas do produto precisarão vir de outras regiões brasileiras ou dos países do Mercosul. No podcast, o especialista afirma que esse déficit pode aumentar, já que as sondagens iniciais apontam para mais uma redução na área plantada com milho grão no Estado. A previsão, por enquanto, é de uma área cerca de 20% menor do que a registrada na safra 2023/2024.