quinta-feira, abril 3, 2025
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Clic Saúde: Autismo | Entendendo o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

Uma visão atual sobre diagnóstico, causas, prevalência e abordagem multidisciplinar no cuidado ao TEA

Foto: Divulgação

O transtorno do espectro autista (TEA) é um conjunto de transtornos heterogêneos do neurodesenvolvimento, descrito em indivíduos com dificuldade persistentes na comunicação e interação social, além de padrões comportamentais, interesse e atividades restritas e repetitivas, que ocorre comumente de forma simultânea com outras condições.

Nos últimos 50 anos, o transtorno do espectro autista (TEA) passou de ser um transtorno raro e estritamente definido, para se tornar uma condição clínica muito comum, heterogênea e ampla.

A prevalência estimada do TEA vem aumentando ao longo dos últimos anos, particularmente desde finais de 1990, nos EUA, por exemplo, a prevalência estimada aumentou de 1,1% em 2008 para 2,3% em 2018, o que provavelmente está associado às mudanças nos critérios diagnósticos, melhor das ferramentas de triagem e diagnóstico e maior conscientização pública; é bem interessante de notar, que a prevalência do autismo em meninos é bem maior do que em meninas, sendo três a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

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A patogênese e etiologia do TEA não é completamente compreendida, no entanto, o entendimento atual é que o TEA é causado por fatores genéticos (variantes em genes únicos, alterações estruturais do DNA, interações entre múltiplos genes, combinações de variantes em múltiplos genes e fatores epigenéticos) que em conjunto com fatores modificadores ambientais, alteram o desenvolvimento cerebral, especificamente a conectividade neural, afetando assim o desenvolvimento da comunicação social e levando a interesses restritos e comportamentos repetitivos.

Partindo do fato de não existir nenhum biomarcador, exames clínicos ou genéticos capazes de realizar o diagnóstico de autismo, o diagnóstico é principalmente clínico e deve ser realizado com base dos critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM)-5.

Os exames genéticos em indivíduos com TEA, podem contribuir na identificação de genes de susceptibilidade ao autismo, identificar seu padrão de herança, risco de recorrência e eventuais condições clínicas associadas, que podem acontecer de forma simultânea com o autismo, facilitando o diagnóstico precoce dessas condições e seu tratamento.

O autismo é uma condição crônica e os indivíduos com TEA apresentam graus variáveis de comprometimento, por isso a abordagem e o tratamento devem ser individualizados de acordo com a idade dos indivíduos com TEA e suas necessidades específicas, de forma precoces e abrangentes.

O gerenciamento do cuidado do TEA requer uma abordagem multidisciplinar com o objetivo de maximizar o funcionamento, melhorar a independência e qualidade de vida, sendo que as terapias devem abordar as principais complicações do TEA e devem promover:

  • Melhorar o funcionamento e as habilidades sociais.
  • Melhorar as habilidades de comunicação.
  • Melhorar as habilidades adaptativas.
  • Reduzir os comportamentos não funcionais.
  • Promover o funcionamento acadêmico e a cognição

Dr.Ali Hasan
Médico geneticista
CRM: 24510/RQE: 20060
Consultório: (49) 3328-8569 | (49) 99125-9119
Hospital Unimed: (49) 3361-1800 (opção 5)
Instagram: @genetica_medica_chapeco

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