segunda-feira, abril 27, 2026
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Pequenos arquitetos: crianças aprendem planta baixa e exploram suas próprias casas

Projeto une tecnologia, matemática e criatividade para ensinar noções de espaço e moradia na Educação Infantil

Fotos: Maria Eduarda Brancalione

Crianças da pré-escola do CEIM Adelina Carlesso estão aprendendo, de forma prática e interativa, como funcionam as casas e a organização dos seus espaços. A iniciativa surgiu a partir do interesse dos próprios alunos durante uma assembleia em sala e evoluiu para um projeto que envolve tecnologia, desenho e conceitos básicos de arquitetura.

A proposta foi desenvolvida pela professora Angéle Passari Soranço, que aproveitou a curiosidade da turma para aprofundar o tema moradia. Durante as atividades, os alunos utilizaram o aplicativo Google Maps para realizar visitas virtuais às próprias residências e às casas dos colegas, aprendendo também a importância do endereço para localização.

“Cada um escreveu no seu caderno qual era seu endereço. Assim, eles puderam entender que, para sabermos onde alguém mora, precisamos dessa informação”, explica a professora.

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A estudante Eloah Daniela Dias Koop descreve a experiência com a tecnologia. “A gente usou um computador. Para isso, precisou colocar o nome da rua e o número da nossa casa para conseguir ver a nossa casa e também a dos amigos”, conta.

Após explorarem a parte externa das moradias, os alunos foram desafiados a representar os espaços internos por meio de desenhos. Foi nesse momento que conheceram o conceito de planta baixa. “Esse desenho se chama planta baixa. É como se a gente olhasse a nossa casa sem o telhado”, explica Eloah.

O aluno Gael Alisson Kirch também destaca o aprendizado sobre a construção das casas. “O arquiteto e o pedreiro fazem as casas. Primeiro desenham, usando régua, folhas e caneta, e depois constroem. As casas podem ser grandes ou pequenas, depende do que você quer”, relata.

Além disso, as crianças refletiram sobre os diferentes tipos de moradia. “Eu entendi que nós moramos em diferentes tipos de casa. Alguns colegas moram em prédio. O que eu achei mais interessante foi que a casa é menor que o prédio, porque o prédio pode ter muitos andares”, completa Gael.

De acordo com a professora, o projeto contribuiu para o desenvolvimento de diversas habilidades. As atividades trabalharam conceitos matemáticos, noção de espaço, posição e organização, além de estimular a observação e a atenção aos detalhes.

A secretária de Educação, Astrit Tozzo, destacou a importância da iniciativa. “A Educação Infantil é uma etapa essencial da vida dos nossos estudantes, onde eles começam a construir noções importantes sobre o mundo. Trabalhar temas como moradia possibilita integrar diferentes linguagens, além de envolver conceitos matemáticos e de organização espacial”, afirma.

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