
O paraciclista chapecoense André Luiz Carneiro conquistou a medalha de bronze no Campeonato Pan-Americano de Paraciclismo de Pista e Estrada 2026. A competição foi realizada no município de Indaiatuba (SP) e reuniu mais de 200 atletas de 14 países.
O resultado representa mais uma conquista na carreira do atleta, que já foi bicampeão dos Jogos Abertos Paradesportivos de Santa Catarina (Parajasc) e campeão da Copa Brasil de Ciclismo na etapa de contrarrelógio (crono), na categoria C4.
Para alcançar desempenho em alto nível, André destaca a importância da preparação e do trabalho em equipe. O atleta treina diariamente seguindo o planejamento do técnico Jair Damásio, que o acompanhou durante a competição internacional.
Segundo o paraciclista, ter o suporte do treinador faz diferença durante o campeonato. Ele explica que participar de uma competição desse porte exige concentração total na prova.
“Ir sozinho para uma competição desse nível é muito complicado. O trabalho que ele fez, que me proporcionou, ajuda muito e faz total diferença. Você consegue focar apenas na prova e não em outros fatores, como manutenção da bicicleta, por exemplo”, comenta.
A história de André também é marcada por superação. Ele precisou amputar a perna direita e utiliza prótese, além de ter perdido a ponta dos dedos da mão direita em decorrência de meningite. Após o processo de recuperação, iniciou a trajetória no esporte praticando handebol.
Em 2021, passou a treinar e competir por Chapecó no ciclismo. Desde então, coleciona resultados expressivos e reforça que o esporte teve papel fundamental em sua vida.
“O esporte foi transformador. Ele faz toda a diferença tanto na saúde quanto na disciplina. Estou competindo com atletas mais novos e dando trabalho. Acredito que sigo no caminho certo para representar Chapecó e Santa Catarina nas competições de níveis nacionais e internacionais”, afirma.
Além da conquista esportiva, o atleta também deixa uma mensagem de incentivo para pessoas que desejam iniciar na prática esportiva, mas ainda têm receio.
“Para quem quer começar a praticar esportes e tem vergonha: a palavra deficiência pode assustar um pouco, mas todos nós temos alguma. Ninguém é perfeito. A pessoa deve fazer o que tem vontade, não adianta se esconder pela timidez. Vergonha tem que ter quem rouba. Se você tem vontade de praticar esportes, pega e vai, porque a vida é uma só. Quando se tem um objetivo, ou você faz direito, ou não faz”, finaliza.









