
Nesta segunda-feira (12) e terça-feira (13), ouvintes da Condá FM procuraram o jornalismo da emissora para questionar a demora nos atendimentos do Pronto-Socorro e de algumas especialidades do Hospital Regional do Oeste (HRO), em Chapecó.
Um dos ouvintes relatou que frequenta o Hospital Regional a cada cinco ou seis dias, realizando procedimentos como paracentese, rotina que mantém há anos. Sobre o atendimento oftalmológico, ele criticou a demora e a forma como os pacientes são atendidos: “O hospital espera acumular de três a cinco pacientes, mesmo que isso demore até 10 horas, para então chamar um oftalmologista”.
Outro ouvinte relatou demora de seis horas para pacientes chegarem à consulta com especialista, após terem aferido os sinais vitais e receberem consulta do clínico geral. Pelo Protocolo de Manchester, padrão do Ministério da Saúde para todas as unidades de saúde que possuem serviço de pronto atendimento, nenhuma atenção médica pode demorar mais do que quatro horas até o encaminhamento definitivo do caso.
O que diz o HRO
Em nota entregue ao jornalismo da Condá na tarde de terça-feira, o Hospital Regional afirmou que não dispõe de atendimento oftalmológico em regime de plantão presencial contínuo: “Para suprir essa demanda, o hospital mantém contrato com médicos especialistas, neste caso oftalmologistas, que são acionados conforme a necessidade dos pacientes atendidos em nosso Pronto Socorro”.
Conforme o HRO, durante o dia, quando indicado, os pacientes são devidamente encaminhados à clínica oftalmológica credenciada para realização da avaliação especializada: “Já no período noturno, os oftalmologistas contratados são acionados e, deslocam-se até o Hospital Regional para avaliação e conduta dos pacientes”.
O hospital ressalta que todos os atendimentos seguem protocolos assistenciais e critérios médicos, priorizando os casos de urgência e emergência, de modo a garantir a segurança e a qualidade da assistência prestada. A Direção Técnica do HRO foi acionada para averiguação dos atendimentos realizados durante a noite de segunda-feira após o contato da reportagem, “a fim de assegurar a adequada condução dos casos e, se necessário, promover melhorias nos fluxos assistenciais”.







