
A reportagem conversou com Jackson, morador de Chapecó e venezuelano formado na área petroquímica, que fugiu da ditadura de seu país. Em reação à notícia da queda do presidente Nicolás Maduro na madrugada de sábado (03), Jackson criticou duramente o sistema socialista e a reação internacional, afirmando que “nenhum governo é bom quando dá tudo de graça porque depois eles cobram com um valor 100 vezes mais”.
Jackson, que trabalhou por anos na indústria petrolífera venezuelana, relembrou os tempos em que a Venezuela era uma potência mundial, com excelente qualidade de vida, bom poder aquisitivo e serviços públicos funcionando, antes da atual crise de 95% da população vivendo na linha da pobreza. Ele destacou que os principais clientes do petróleo eram os Estados Unidos e que foram potências estrangeiras que trouxeram a tecnologia de exploração.
O morador de Chapecó manifestou indignação com a defesa de Maduro por parte de alguns países e da ONU. “Quando ele matou centenas de jovens nos protestos, quando prendeu quem pensava diferente… cara, socialismo não presta, eu conheço bem o sistema socialista”, comentou Jackson, referindo-se à repressão, à fome e à separação de milhões de famílias que buscaram um futuro melhor no exterior.
Sobre a nova fase política, Jackson expressou que Delcy Rodríguez, que assumiu interinamente por 90 dias, deve permanecer no cargo até que novas eleições decidam o futuro do país. Esta declaração ocorre em meio a tensões internacionais, visto que o Presidente dos EUA, Donald Trump, havia sugerido que Rodríguez poderia “pagar mais caro que Maduro”. Em resposta, Delcy enviou uma carta a Trump manifestando o desejo de abrir um canal diplomático com o mandatário norte-americano.






