
Uma ouvinte da Condá FM, moradora de Itá, procurou o jornalismo da emissora na manhã desta segunda-feira (9) para denunciar um estelionato do qual vem sendo vítima após ser abordada por uma pessoa que se identificou como representante da Editora Globo, durante a Efapi 2025, ocorrida de 10 a 19 de outubro do ano passado, dentro do Parque de Exposições Valmor Lunardi, em Chapecó. Ela assinou a revista, entretanto, vem acusando representantes da empresa de cobrar valores indevidos no seu cartão de crédito.
Conforme boletim de ocorrência repassado à reportagem, ela foi abordada em um dos pavilhões da feira, fora da área do estande da revista Globo Rural, que pertence à Editora Globo e estava expondo na Efapi. A pessoa que a abordou afirmou que ela havia ganhado um relógio, e que para obter o prêmio, deveria assinar uma revista da Editora Globo, podendo cancelar a assinatura a qualquer momento, sem perder o brinde. A assinatura foi feita em papel, com a devida segunda via para a mulher.
Logo após a feira, ela recebeu uma ligação de alguém que se identificou como sendo da Editora Globo, pedindo os dados do cartão de crédito o qual ela havia usado para fazer a assinatura. Ela perguntou no telefone como sabiam do Código de Segurança do Cartão (CVV), e o suposto representante afirmou que todos os dados pessoais da mulher já estavam no banco de dados da editora.
A primeira ligação afirmou que, para cancelamento da assinatura, seria cobrada uma multa de R$ 500. A assinatura em questão custou R$ 1.650, divididas em 12 parcelas mensais de R$ 138, conforme assinado na Efapi. Entretanto, a mulher vítima alega que o valor foi cobrado em apenas três parcelas, e não em 12, como combinado. Mesmo ela afirmando que preferia devolver o relógio a pagar a multa pelo cancelamento da assinatura, não houve acordo.
O suposto representante da Editora Globo afirmou que, apenas pelo CPF, teria acesso a todos os dados bancários da mulher, e que inclusive teria sido usado mais de um cartão de crédito para o contrato de assinatura. Diante disso, a mulher bloqueou o cartão de crédito em que ela alega ter sido o único usado para realizar o contrato.
Nova ligação, velho desrespeito
Há poucos dias atrás, uma nova ligação foi recebida pela mulher denunciante, se passando pela loja do segundo cartão de crédito que possui, e novamente foi afirmado que sabiam o CVV do cartão e que iriam fazer novas cobranças. Diante disso, houveram novas reclamações formais da mulher no Procon e na Prefeitura de Chapecó.
Segundo a denunciante, o atendimento prestado pela Administração Municipal não ficou a contento: “Eu procurei a Prefeitura, não fui bem atendida. Fui num advogado, e ele me respondeu que não podia fazer nada, porque ‘ia mexer com gente grande’ e ‘Efapi é Efapi’. Ninguém quer saber ou ajudar. Só queria saber como fica a responsabilidade da prefeitura na feira, o que eles estão fazendo na Efapi”.
O Procon determinou à Editora Globo se posicionar, dentro de 10 dias, sobre o ocorrido, em documento datado de 28 de outubro de 2025, ainda na primeira ocasião de suposto estelionato. Não foi informado à reportagem se houve resposta da empresa carioca. Conforme os cálculos da mulher, o total cobrado nos dois cartões de crédito nos supostos estelionatos chega a quase R$ 5 mil.






