
A Prefeitura de Chapecó conquistou o segundo melhor índice de sustentabilidade fiscal da Região Sul e a 24ª colocação no ranking nacional, de acordo com levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP). Entre os municípios com mais de 100 mil habitantes, Chapecó ocupa a primeira posição no Sul do país.
O estudo, referente a 2025 com base em dados de 2024, avalia a sustentabilidade fiscal como condição essencial para a oferta e manutenção de serviços públicos, capacidade de investimento da gestão municipal e atração de investimentos privados. O levantamento considera quatro indicadores principais: dependência fiscal, taxa de investimento, despesa com pessoal e endividamento.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Turismo e Inovação, Márcio da Paixão Rodrigues, os resultados refletem uma gestão equilibrada das contas públicas. Ele destacou que a saúde financeira do município permitiu, por exemplo, a concessão de um reajuste de 10% na folha de pagamento para o próximo ano, além de manter Chapecó entre os 20 municípios com maior taxa de investimento do país.
O secretário de Fazenda, Moacir Rohr, ressaltou que Chapecó possui uma base sólida de receitas próprias, o que reduz a dependência de repasses do Estado e da União. De acordo com ele, o município mantém despesas com pessoal em 45% da receita corrente líquida, abaixo do limite legal de 53%, e um endividamento de 17%, muito inferior ao teto permitido de 120%.
Já o prefeito João Rodrigues atribuiu o desempenho à reorganização administrativa e aos investimentos estratégicos realizados nos últimos anos. Ele destacou a redução de gastos no início do mandato, os investimentos em infraestrutura e a desburocratização de processos para atração de empresas. Somente em 2025, cerca de dez mil novas empresas foram registradas por meio do programa Simplifica Chapecó, fortalecendo a economia local e ampliando a arrecadação.









