



Representantes das forças de segurança, do Judiciário e do Ministério Público participaram, na manhã desta sexta-feira (13), de uma reunião na sede da Prefeitura de Chapecó para discutir medidas de enfrentamento ao feminicídio no município. O encontro foi promovido pelo Conselho de Segurança de Chapecó.
Durante a reunião, o prefeito João Rodrigues afirmou que a administração municipal pretende estruturar um programa com ações voltadas à proteção das mulheres e à redução desse tipo de crime.
Entre as medidas citadas estão a possibilidade de aquisição de equipamentos como tornozeleiras eletrônicas para agressores e sprays de pimenta ou gengibre para vítimas, além da disponibilização de profissionais de psicologia e de espaços de acolhimento para mulheres em situação de risco. O prefeito também anunciou a criação de uma Patrulha Maria da Penha dentro da Guarda Municipal de Chapecó.
O promotor de Justiça Alexandre Volpato sugeriu a adoção de um sistema de alerta com distância de aproximadamente 500 metros entre o agressor e a vítima monitorada. Atualmente, a distância mínima prevista em muitas medidas protetivas é de 100 metros. Segundo ele, o aumento da distância permitiria que a mulher tivesse mais tempo para buscar proteção ao perceber a aproximação do agressor.
Já o juiz de Direito Rafael Sardá destacou o grande volume de casos de violência doméstica e apontou a relação frequente desses crimes com o consumo de álcool e drogas, especialmente o crack. Ele também mencionou a reincidência de agressores e sugeriu avaliar a possibilidade de internação compulsória temporária para indivíduos que retornam ao convívio social após cumprir pena.
O presidente do Conselho de Segurança, Márcio Bueno, explicou que o encontro foi a primeira etapa de um trabalho conjunto. Segundo ele, será elaborado um documento com propostas que será encaminhado para avaliação das instituições envolvidas e posteriormente enviado à Câmara de Vereadores.
Bueno também destacou a importância de ações educativas nas escolas, voltadas à construção de uma cultura de respeito às mulheres desde a infância.
Participaram ainda da reunião autoridades como a juíza Marciana Fabris, a promotora Marcela Fernandes, o delegado regional da Polícia Civil de Santa Catarina, Rodrigo Moura, a delegada da Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso, Lisiane Junges, o superintendente da Polícia Penal de Santa Catarina, Guimorvan Boita, além do vice-prefeito Valmor Scolari e representantes da área de segurança pública do município.






