Diante da tragédia em Brumadinho (MG) que matou 84 pessoas, após o rompimento de barragem ocorrido na última sexta-feira (25), o presidente da Vale Fabio Schvartsman informou nesta terça-feira (29) que a empresa vai paralisar as operações e descomissionar (desativar progressivamente) todas as barragens iguais às de Brumadinho.
Com a paralisação, as atividades de mineração no Estado de Minas Gerais serão interrompidas, o que levará a empresa a parar de produzir 40 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. De acordo com a Vale, o custo desta operação ficará em torno de R$ 5 bilhões.
“É a resposta cabal e à altura da enorme tragédia que tivemos em Brumadinho. Este plano foi produzido três a quatro dias após o acidente”, ressaltou o executivo.
Schvartsman afirmou que descomissionar significa preparar a barragem para que ela seja integrada à natureza.
“A decisão da companhia é que não podemos mais conviver com esse tipo de barragem. Tomamos com a decisão de acabar com todas as barragens a montante” disse o executivo em Brasília.
O presidente da Vale disse que o projeto para descomissionar as barragens está pronto e será levado para os órgãos federais e estaduais em 45 dias. Segundo ele, o prazo para executar as ações é de no mínimo um ano e no máximo 3 anos.
Schvartsman disse que “não teve qualquer tipo de pressão” por parte do governo federal para intervir na direção da Vale. De acordo com ele, a reunião de hoje com os ministros Costa e Lima e Salles foi “absulatamente técnica”.
“Esse plano foi hoje apresentado aos ministros de Minas e Energia e Meio Ambiente, assim como foi apresentado à data de ontem ao governador Romeu Zema (de Minas Gerais).”
De acordo com o executivo, a decisão será publicada por meio de fato relevante para informar o mercado financeiro.
*Informações GaúchaZH