segunda-feira, março 9, 2026
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Sindicato pede apuração de denúncias sobre condições de trabalho no HRO

Entidade que representa os trabalhadores da saúde está em campanha salarial, pedido foi encaminhado ao Ministério Público do Trabalho

Foto: Divulgação

O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Chapeco e Região (SITESSCH), formalizou na última quinta-feira (05), uma denúncia, e pediu ao Ministério Público do Trabalho (MPT) a apuração de diversas irregularidades trabalhistas que vêm sendo relatadas de forma recorrente por trabalhadores vinculados à Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira (ALVF), responsável pela gestão do Hospital Regional do Oeste (HRO).

Nos últimos meses, o SITESSCH afirma ter recebido inúmeras denúncias e relatos de trabalhadores: “Eles apontam para uma situação preocupante de precarização das condições de trabalho, que afeta diretamente diversos setores da instituição e pode comprometer não apenas os direitos trabalhistas, mas também a qualidade da assistência prestada à população”.

Entre os principais pontos relatados pelos trabalhadores, destaca-se a imposição de fracionamento irregular de férias, conforme o sindicato: “Segundo os relatos recebidos, a administração do hospital tem determinado que os trabalhadores usufruam apenas 15 dias de férias, por decisão administrativa interna, sem que haja, em muitos casos, a devida negociação ou concordância do trabalhador, o que pode configurar afronta à legislação trabalhista vigente desde 2017”.

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Outro ponto abordado pelo SITESSCH é a sobrecarga de trabalho em diversos setores: “Há recorrentes denúncias de sobrecarga de trabalho decorrente da insuficiência de profissionais nas equipes, situação que atinge especialmente nos setores de Laboratório, Higienização, Farmácia, Lavanderia, Cozinha, lmagem, Manutenção e Copa, e também afeta os auxiliares e técnicos administrativos, assim como as equipes de Enfermagem”.

De acordo com os relatos recebidos pelo sindicato, a falta de profissionais tem gerado acúmulo de funções, aumento da carga de trabalho e desgaste físico e mental dos trabalhadores, situação que, na opinião do SITESSCH pode resultar em adoecimento ocupacional e riscos à segurança do trabalho.

Falta gente pra trabalhar

Conforme informações divulgadas pela própria ALVF, até a última quinta-feira, existem aproximadamente 120 vagas abertas para contratação no hospital, o que evidencia um déficit expressivo de pessoal. Para o sindicato, isso contribui diretamente para a sobrecarga das equipes atualmente em atividade.

Diante desse cenário, o SITESSCH manifestou profunda preocupação com as condições de trabalho enfrentadas pelos profissionais: “Essas situações podem configurar violação de direitos trabalhistas, precarização das relações de trabalho e riscos à saúde dos trabalhadores”.

Dessa forma, o sindicato pediu a atenção e atuação do Ministério Público do Trabalho, no sentido de apurar as denúncias apresentadas; verificar as condições de trabalho nos setores mencionados; avaliar a regularidade das práticas relacionadas à concessão de férias; investigar possível assédio moral por parte de algumas lideranças, e adotar as medidas cabíveis para garantir o cumprimento da legislação trabalhista e a proteção da saúde dos trabalhadores.

Bastidores

O documento foi protocolado ao MPT num contexto onde o HRO está pressionado financeiramente, com diversos projetos de ampliação e melhoria do atendimento atrasados e dificuldades na captação de recursos; e com o SITESSCH em plena campanha salarial para negociação das cláusulas econômicas com o sindicato patronal nos 84 municípios de sua abrangência. As negociações entre as partes devem começar em abril.

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