Prefeitura de Chapecó afasta médico indiciado pela morte de bebê de cinco meses - ClicRDC | Notícias de Chapecó e do mundo

Prefeitura de Chapecó afasta médico indiciado pela morte de bebê de cinco meses

Além de atuar no Hospital da Criança em Chapecó, o médico atende nos serviços de saúde do município

Nesta terça-feira (8), a Prefeitura Municipal de Chapecó divulgou nota, onde afasta imediatamente o médico L.R.V.M. de suas funções. Ele está sendo indiciado pela morte de um bebê de cinco meses, ocorrido no Hospital da Criança, em Chapecó.

Conforme a nota, após receber da Polícia Civil uma cópia do inquérito policial, o prefeito Luciano Buligon determinou “imediatamente todas as medidas administrativas cabíveis no caso, incluindo o afastamento imediato de suas funções”. Além de trabalhar no Hospital da Criança, o médico atende nos serviços de Saúde do município.

Entenda o Caso:

No dia três de janeiro, a Polícia Civil, por meio da DPCAMI Chapecó concluiu a investigação que apurava a morte de um bebê de cinco meses. Após desconfiar que seu filho pudesse ter falecido em razão de um erro médico, os pais da criança procuraram a Polícia Civil para relatar o caso.

Os primeiros passos da investigação foram realizados pela Central de Plantão Policial que enviou os documentos para a DPCAMI. A partir disso foi instaurado inquérito policial e adotadas procedimentos investigatórios para esclarecer o caso.

Durante as investigações, a equipe de policiais esbarrou em diversas barreiras que dificultaram o andamento dos trabalhos. O caso envolve conhecimentos sobre medicina e demandou apoio do hospital onde ocorreu o fato, que se negou a fornecer o prontuário médico da criança. Isso obrigou a intervenção do Poder Judiciário e Ministério Público.

Foram ouvidas diversas pessoas entre profissionais da saúde que atenderam a vítima, pacientes, pesquisas de medicamentos e perícias.

Depois de formalizadas as investigações, a Polícia concluiu de que não se tratava de um erro médico, mas sim de um descaso reiterado do médico que atendeu o bebê.

As investigações apontaram que o médico atuava com total descaso no atendimento dos pacientes e por sorte, não houveram outras vítimas.

Segundo a investigação da Polícia Civil, o médico receitou medicamento sem atentar para o histórico de intervenções feitas pela mãe e comunicadas pela equipe de enfermagem no prontuário da vítima. Este fato resultou na morte do bebê em virtude de superdosagem de um antitérmico.