
A vigilância sanitária contra a Doença de Newcastle foi ampliada no Oeste de Santa Catarina após a confirmação de um segundo foco, desta vez em uma propriedade com criação comercial de perus de corte em Coronel Freitas. A medida incluiu 145 propriedades no monitoramento da região, entre elas oito estabelecimentos comerciais.
Conforme a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o foco foi identificado durante o monitoramento contínuo realizado pelas equipes. Na granja de Coronel Freitas, que possui 36,8 mil perus de corte, os procedimentos sanitários estão em andamento.
A área de vigilância foi ampliada em 2,5 quilômetros no sentido nordeste em relação à delimitação inicial. As equipes seguem com vistorias e acompanhamento epidemiológico para identificar precocemente possíveis novos casos e aplicar as medidas sanitárias necessárias.
No primeiro foco, localizado em Nova Itaberaba, os procedimentos de limpeza e desinfecção foram concluídos, e a propriedade já está em vazio sanitário.
Nova Itaberaba, Nova Erechim, Coronel Freitas e Águas Frias permanecem em situação de emergência sanitária. O trabalho é coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e pela Cidasc, por meio de um Centro de Operações de Emergência em Saúde Animal, com participação de órgãos estaduais e federais, Defesa Civil, Polícia Civil, Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa) e representantes do setor produtivo.
A Cidasc também intensificou as orientações sanitárias aos produtores e à comunidade. A recomendação é reforçar as medidas de biosseguridade nas propriedades e comunicar imediatamente qualquer suspeita da doença ao escritório local da companhia ou pelo sistema e-Sisbravet, disponível em sisbravet.agro.gov.br/home.
Entre os sinais que podem indicar a Doença de Newcastle nas aves estão crista e barbela inchadas ou arroxeadas, secreção nasal e ocular, diarreia, torcicolo, falta de apetite, redução no consumo de água e ração e queda na produção de ovos. Diante desses sintomas, os criadores devem notificar os órgãos sanitários para investigação.






