
Familiares, amigos e colegas de profissão do caminhoneiro Jhonatam Junior da Silva Novask realizaram, na manhã deste domingo (19), uma manifestação em Chapecó para pedir justiça pela morte do jovem e defender que o acusado pelo crime volte a responder ao processo em prisão preventiva.
A concentração ocorreu em frente ao Madero, tradicional ponto de encontro de caminhoneiros. Durante o ato, os participantes carregaram cartazes, faixas e banners com a foto de Jhonatam e mensagens pedindo justiça. Também foram distribuídos balões pretos e brancos aos participantes e panfletos com informações sobre a mobilização e QR Codes que direcionam para os perfis criados nas redes sociais em apoio à causa.
Segundo a irmã da vítima, Maira Nancy da Silva Novask, o momento foi marcado por forte emoção, especialmente para os pais de Jhonatam, a esposa e os dois filhos que ele deixou.
“Meus pais ficaram muito abalados. É um dia muito marcante para a nossa família. O sonho do meu irmão era ser caminhoneiro desde criança, ele vivia essa paixão. Minha cunhada também esteve presente com os dois filhos que ele deixou. Foi um momento de muita emoção, muitas pessoas choraram e acolheram umas às outras”, relatou.
De acordo com Maira, a mobilização contou principalmente com a participação de colegas de trabalho e caminhoneiros, que prestaram homenagens ao profissional. Muitos motoristas ornamentaram os caminhões com balões pretos e brancos e levaram bandeiras com a fotografia de Jhonatam e imagens do caminhão que ele utilizava para trabalhar.
“A manifestação reuniu muitos amigos, familiares e colegas de profissão, que se sensibilizaram com o ocorrido. Motoristas de outras empresas também pararam para nos cumprimentar e demonstrar apoio. Ficamos muito felizes em ver que o caso do Jonathan não foi esquecido pela população e continua sendo lembrado”, afirmou.
Relembre o caso
Jhonatam Junior da Silva Novask, de 30 anos, morreu após ser esfaqueado durante uma discussão de trânsito registrada no dia 27 de dezembro de 2025, no pátio de um posto de combustíveis às margens da BR-282, em Ponte Serrada.
Após o crime, o suspeito se apresentou à Polícia Civil acompanhado de um advogado e teve a prisão preventiva decretada. Posteriormente, a Justiça revogou a medida, permitindo que ele responda ao processo em liberdade até o julgamento pelo Tribunal do Júri. A decisão motivou a mobilização organizada por familiares e amigos da vítima, que seguem pedindo a revisão da decisão judicial.










