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Brasileira presa por tráfico de drogas na Tailândia volta ao Brasil após cumprir pena

Mary Hellen Coelho Silva, natural de Pouso Alegre (MG), foi presa em 2022 com cocaína no aeroporto de Bangkok. Retorno foi confirmado pela defesa.


A brasileira Mary Hellen Coelho Silva voltou ao Brasil após cumprir pena por tráfico internacional de drogas na Tailândia. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (14) ao g1 pela advogada responsável pelo caso, Kaelly Cavoli Moreira. A data exata do retorno não foi divulgada.

Natural de Pouso Alegre, no Sul de Minas Gerais, Mary Hellen foi presa em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok. Segundo a defesa, ela agora tenta recomeçar a vida ao lado da família, depois de passar anos detida no país asiático. Durante o período de prisão, ela também perdeu a mãe e o avô.

Por que Mary Hellen foi presa na Tailândia?

Mary Hellen foi detida em fevereiro de 2022, no aeroporto de Bangkok, junto de outro brasileiro. Conforme as informações divulgadas na época, o grupo transportava nove quilos de cocaína escondidos em compartimentos de três malas. Um terceiro suspeito foi preso horas depois com outros seis quilos da droga.

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Em maio de 2022, a Justiça tailandesa condenou a brasileira a nove anos e seis meses de prisão. Na época, o advogado que atuava no caso informou que ela havia se declarado culpada e admitido ter entrado no país com drogas, afirmando ter atuado como “mula” do tráfico.

Como a pena de Mary Hellen foi reduzida?

Durante o cumprimento da sentença, Mary Hellen recebeu benefícios que reduziram o período de prisão, segundo informações divulgadas anteriormente pela defesa. Entre eles, estavam medidas relacionadas ao bom comportamento no sistema prisional e benefícios concedidos pelas autoridades tailandesas.

Em abril de 2026, a advogada informou que a brasileira já havia conseguido uma redução significativa da pena. Também havia um pedido protocolado em dezembro de 2025 cuja análise era aguardada pela equipe jurídica. A defesa relatou, naquele período, dificuldades para obter informações atualizadas sobre a situação da brasileira.

O que a defesa disse sobre a assistência consular brasileira?

A advogada Kaelly Cavoli Moreira afirmou que a equipe jurídica ofereceu suporte a Mary Hellen durante a prisão, mas enfrentou dificuldades para manter contato com a brasileira e obter informações por meio da Embaixada do Brasil em Bangkok.

“Ela respondeu ao processo de forma adequada na Tailândia. Fizemos tudo o que podíamos para apoiar a Mary Hellen durante o período e fornecemos todo o suporte possível”, declarou a advogada ao g1. Ela também criticou a atuação da representação diplomática brasileira.

Em abril, a defesa havia relatado que o contato com Mary Hellen estava praticamente inexistente desde o início daquele ano. Segundo a advogada, chamadas de vídeo que antes eram intermediadas pela embaixada teriam sido interrompidas, dificultando o acompanhamento do caso pelos profissionais e familiares.

Qual foi o posicionamento do Itamaraty sobre o caso?

O Ministério das Relações Exteriores informou ao g1 que tomou conhecimento do caso em 2022, por meio da Embaixada do Brasil em Bangkok, e prestou assistência consular à brasileira.

Segundo o ministério, o atendimento incluiu visitas periódicas, oferta de auxílio material quando necessário e contato com autoridades prisionais para acompanhar a situação. A pasta afirmou que a atuação consular segue as legislações brasileira e internacional, além das diretrizes da Convenção de Viena sobre Relações Consulares e do Regulamento Consular Brasileiro.

O Itamaraty também ressaltou que não divulga informações pessoais de brasileiros que solicitam serviços consulares, em respeito à privacidade e às regras de acesso à informação.

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